Bloomberg — Os quatro astronautas da Artemis da NASA passaram por trás da Lua e estão voltando para a Terra, em uma jornada que quebrou recordes de distância em voos espaciais e levou humanos ao ponto mais próximo da superfície lunar em mais de 50 anos.
“Todos os seus controladores de voo e o diretor de voo inverteram seus emblemas da Artemis II. Estamos a caminho da Terra e prontos para trazê-los de volta”, disse Jenni Gibbons, astronauta da Agência Espacial Canadense e membro da equipe reserva da Artemis II, ao contato com a tripulação após um apagão de comunicações esperado ao redor da Lua.
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Na menor distância em relação à Lua, a cápsula Orion da Artemis II, construída pela Lockheed Martin, chegou a cerca de 4.067 milhas da superfície lunar, segundo cálculos da NASA. Do ponto de vista da tripulação, a Lua pareceria aproximadamente do tamanho de uma bola de basquete na mão estendida.
Minutos depois, a espaçonave atingiu sua distância máxima da Terra, chegando a 252.756 milhas, segundo o administrador da NASA, Jared Isaacman, em publicação no X.
Os astronautas já haviam batido o recorde de distância em voos espaciais, superando a marca da missão Apollo 13, de 1970, que chegou a 248.655 milhas da Terra.
“Continuaremos nossa jornada ainda mais longe no espaço antes que a Terra nos traga de volta”, disse o astronauta canadense Jeremy Hansen. “Mas queremos aproveitar este momento para desafiar esta geração e a próxima a garantir que esse recorde não dure muito.”
Hansen sugeriu nomear duas crateras lunares: “Integrity”, em referência ao apelido da cápsula, e “Carroll”, em homenagem à falecida esposa do comandante Reid Wiseman, levando a tripulação às lágrimas.
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A aproximação marcou o ponto alto da missão Artemis II, lançada em 1º de abril com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Hansen rumo à Lua.
Durante o sobrevoo, a tripulação entrou em um apagão de comunicações ao passar pelo lado oculto da Lua — a primeira vez em mais de 50 anos que humanos ficaram completamente incomunicáveis com a Terra.
Após o sobrevoo, os astronautas falaram com o presidente Donald Trump, que os convidou para visitar a Casa Branca. “Hoje vocês fizeram história e deixaram toda a América muito orgulhosa”, disse ele.
A tripulação também observou um eclipse solar a partir da cápsula Orion, além de registrar imagens de planetas como Vênus, Marte e Saturno. “É absolutamente espetacular e surreal”, disse Wiseman.
A missão funciona como um ensaio geral para futuras operações que devem levar humanos à superfície lunar nos próximos anos.
Durante a viagem, os astronautas coletaram imagens e dados para ajudar cientistas a entender melhor a evolução da superfície lunar, especialmente áreas do lado oculto nunca vistas diretamente por humanos.
A missão também marcou avanços históricos: Victor Glover tornou-se o primeiro astronauta negro a viajar até a Lua, Christina Koch a primeira mulher, e Jeremy Hansen o primeiro canadense.
“A todos na Terra, nós amamos vocês desde a Lua”, disse Glover antes da perda de comunicação.
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