Programas de crédito não prejudicam a política monetária, diz ministro da Fazenda

Dario Durigan afirmou em entrevista ao G1 que as iniciativas são direcionadas e específicas para cada setor e não impediram um corte nas taxas de juros pelo Banco Central na última reunião do Copom

Dario Durigan
Por Raphael Almeida - Martha Beck
PUBLICIDADE

Bloomberg — As medidas estímulo ao crédito introduzidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não prejudicam a política monetária, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao G1 publicada no sábado (4).

As medidas são iniciativas direcionadas e específicas para cada setor e não impediram um corte nas taxas de juros pelo Banco Central na última reunião do Copom, disse Durigan.

PUBLICIDADE

O governo divulgou recentemente um novo programa de crédito e renegociação de dívidas voltado para trabalhadores da economia informal.


Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.


De acordo com dois estudos publicados pela secretaria executiva do Ministério do Planejamento, as políticas de crédito do governo têm potencial para criar quase 2 milhões de empregos, adicionar R$ 110,9 bilhões ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 45,4 bilhões em receita tributária.

PUBLICIDADE

Leia também: Governo vai retirar subsídios a combustíveis criados por causa da guerra, dizem fontes

Durigan também criticou as altas taxas de juros do Brasil, afirmando que o nível atual dificulta os investimentos do setor privado e exerce pressão sobre a dívida pública do país.

O recente aumento nas expectativas de inflação, observado desde março, decorre principalmente de choques externos e relacionados ao clima, e não das medidas de crédito adotadas pelo governo, de acordo com outro estudo publicado pela secretaria executiva do Ministério do Planejamento.

PUBLICIDADE

Veja mais em bloomberg.com

Leia também

Eleições 2026: o que mostram as pesquisas a um mês e meio do início da campanha