Bloomberg — As medidas estímulo ao crédito introduzidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não prejudicam a política monetária, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao G1 publicada no sábado (4).
As medidas são iniciativas direcionadas e específicas para cada setor e não impediram um corte nas taxas de juros pelo Banco Central na última reunião do Copom, disse Durigan.
O governo divulgou recentemente um novo programa de crédito e renegociação de dívidas voltado para trabalhadores da economia informal.
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De acordo com dois estudos publicados pela secretaria executiva do Ministério do Planejamento, as políticas de crédito do governo têm potencial para criar quase 2 milhões de empregos, adicionar R$ 110,9 bilhões ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 45,4 bilhões em receita tributária.
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Durigan também criticou as altas taxas de juros do Brasil, afirmando que o nível atual dificulta os investimentos do setor privado e exerce pressão sobre a dívida pública do país.
O recente aumento nas expectativas de inflação, observado desde março, decorre principalmente de choques externos e relacionados ao clima, e não das medidas de crédito adotadas pelo governo, de acordo com outro estudo publicado pela secretaria executiva do Ministério do Planejamento.
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