ETFs de bitcoin caminham para saída recorde de US$ 4,1 bilhões em junho

Recuo de mais de 18% do bitcoin no mês levou investidores a reduzir exposição aos fundos negociados em bolsa; trata-se da maior saída desde que os ativos começaram a ser negociados em janeiro de 2024, segundo dados da Bloomberg

A reviravolta brutal no mercado de criptoativos está forçando os traders a reavaliar suas estratégias enquanto se preparam para 2026
Por Sidhartha Shukla

Bloomberg — Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin listados nos EUA estão a caminho de registrar seu pior mês em termos de saídas de recursos desde o seu lançamento, há dois anos.

Os investidores retiraram mais de US$ 4,1 bilhões dos 13 fundos em junho, a maior saída líquida desde que os produtos começaram a ser negociados em janeiro de 2024, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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O IBIT, fundo da BlackRock com o maior volume de ativos sob gestão, foi responsável, sozinho, por US$ 3 bilhões dessas retiradas.

(Fonte: Bloomberg)

Essas saídas ocorrem em um momento em que o próprio Bitcoin está a caminho de seu pior desempenho mensal desde junho de 2022, quando uma série de empresas do setor de criptomoedas faliu, culminando na queda da FTX, de Sam Bankman-Fried. O token registrou queda de mais de 18% neste mês, oscilando em torno de US$ 60.000 desde que rompeu esse nível na semana passada.


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“A magnitude e a duração dessas saídas sugerem que os investidores tradicionais continuam na defensiva”, escreveram analistas da empresa de inteligência de mercado Glassnode em uma nota recente.

Embora correções anteriores do Bitcoin tenham atraído compras de ETFs, desta vez os investidores estão optando por reduzir sua exposição, acrescentaram os analistas.

(Fonte: Bloomberg)

Juntamente com os fundos à vista, a Strategy, empresa acumuladora de Bitcoin de Michael Saylor, anteriormente conhecida como MicroStrategy, também tem enfrentado dificuldades. A mais recente onda de vendas de Bitcoin foi desencadeada quando a Strategy vendeu US$ 2,5 milhões de suas participações em Bitcoin, avaliadas em cerca de US$ 50 bilhões. A venda foi pequena, mas simbolicamente significativa para o mercado.

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“Para aumentar a pressão, o STRC, veículo de ações preferenciais da MicroStrategy, despencou 24,67% na semana passada, para US$ 74,57”, afirmou Tony Sycamore, analista da IG Australia.

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“A onda de vendas foi impulsionada por preocupações crescentes de que a empresa possa precisar vender parte de suas participações em Bitcoin para cumprir os próximos vencimentos de notas conversíveis e obrigações de dividendos.”

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O Bitcoin era negociado em torno de US$ 60.000 às 8h30 da manhã de segunda-feira em Londres, uma queda de mais de 50% em relação ao pico registrado em outubro do ano passado.

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