O diferencial do Brasil para a WeWork

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O pedido de recuperação judicial da WeWork pelo Chapter 11 da lei americana na segunda-feira (6) deixou dúvidas sobre eventuais impactos na operação da empresa no Brasil. Segundo a CEO da WeWork na América Latina, Claudia Woods, a flexibilidade contratual da empresa com clientes e locatários é um diferencial crítico dos negócios no Brasil.

A executiva afirmou em entrevista à Bloomberg Línea que os desafios com a recuperação judicial da WeWork nos Estados Unidos, que declarou dívidas de quase US$ 19 bilhões, não comprometem a autonomia e a saúde financeira das operações latino-americanas.De acordo com Woods, a estrutura de joint venture firmada com o SoftBank na região confere à empresa de coworking uma governança local, capaz de responder às especificidades de cada mercado.

A crise da WeWork custou ao bilionário japonês Masayoshi Son, dono do SoftBank, mais do que as estimadas perdas de US$ 11,5 bilhões em valor das ações e outros US$ 2,2 bilhões em dívidas ainda em em aberto.

Leia mais: Modelo de negócios flexível é diferencial do Brasil, diz CEO da WeWork LatAm

No Radar

Os mercados se movem pelo impasse sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos. Os investidores esperam que hoje o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ofereça um sinal que oriente as expectativas antes da reunião de política monetária de dezembro.

💲 Proposta renovada. Em uma nova oferta, a Adnoc (Abu Dhabi National Oil Co) propôs adquirir o controle da Braskem por R$37,29 por ação para ficar com a maior parte da fatia de 38,3% detida pela Novonor, que manteria uma participação de 3%, segundo a Bloomberg. Em maio, a Adnoc fez uma oferta conjunta com a Apollo Global Management de R$47 por ação pelo total de ações da petroquímica.

🔻 No vermelho. O Vision Fund do SoftBank apresentou perdas de 258,9 bilhões de ienes (US$1,7 bilhão) no trimestre até setembro, afetado pela redução de valor de algumas de suas empresas investidas, incluindo a WeWork, que acaba de entrar com pedido de recuperação nos EUA. O desempenho do fundo levou o grupo a uma perda líquida de 931,1 bilhões de ienes, abaixo do lucro de 3,03 trilhões ienes apurado um ano antes.

🦾 Previsão baixa. Em seu primeiro balanço desde a abertura de capital, a designer de chips Arm apresentou receita e lucro acima do previsto, mas fez uma previsão de vendas decepcionante (de US$720 milhões a US$800 milhões) para o trimestre corrente, dada a baixa demanda por smartphones. As ações da empresa, onde o SoftBank tem uma presença de 90%, recuavam mais de 6% antes da abertura das bolsas em Nova York.

Estes são os eventos que movem os mercados hoje

🟢 As bolsas ontem (8/11): Dow Jones Industrials (-0,12%), S&P 500 (+0,10%), Nasdaq Composite (+0,08%), Stoxx 600 (+0,28%), Ibovespa (-0,08%)%)

As operações foram mornas, com os investidores em busca de um referencial sobre os juros que não apareceu no discurso de Jerome Powell. O presidente do Fed evitou falar sobre o atual ciclo de política monetária, mas voltará a discursar nesta quinta-feira (9).

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego, Saldos de reservas com bancos do Fed

Europa: Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Japão e China (Confiança do Consumidor-IPSOS/Nov); Portugal (Balança Comercial/Set)

Ásia: Japão (Massa Monetária/Out, Índice Economy Watchers/Out)

América Latina: México (IPC/Out)

Bancos centrais: Discursos de Jerome Powell (Fed), Christine Lagarde (BCE), Huw Pill (BoE), Relatório Mensal (BCE), Decisão da Taxa de Juros (Banco do México)

Balanços: SoftBank, Petrobras, AstraZeneca, Bradesco, Merck, Honda Motor, Nissan Motor, Rakuten

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