Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quinta-feira

Juros globais continuam sendo o principal assunto para os investidores nesta quinta-feira (15), de olho em EUA, China, Japão e zona do euro

Banco do Japão anuncia nova taxa de juros na sexta-feira (16)
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Bloomberg Línea — Os juros globais continuam sendo destaque no radar dos investidores nesta quinta-feira (15), com os mercados ainda digerindo a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa básica estável nos Estados Unidos , apesar de sinalizar altas futuras.

A China também anunciou cortes nos juros pela primeira vez desde agosto, e as expectativas estão crescendo para mais estímulos direcionados a setores em dificuldades, incluindo o setor imobiliário.

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Espera-se que o Conselho de Estado chinês discuta um amplo pacote de propostas de estímulo para setores como o imobiliário, informou a Bloomberg News no início desta semana. O Banco Central da China poderia reduzir ainda mais as taxas de juros este ano e dar aos bancos um impulso de caixa para poderem continuar emprestando, dizem economistas.

Hoje é a vez do Banco Central Europeu (BCE) anunciar a decisão sobre taxas de juros, às 9h15, no horário de Brasília. Espera-se que o banco aumente a taxa em 0,25 ponto percentual para 3,5%, com a atenção voltada principalmente para outras estratégias das autoridades para combater a inflação, que ainda é três vezes a meta de 2%.

Confira a seguir cinco destaques desta quinta-feira (15):

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1. Aperto monetário nos EUA

As autoridades do Federal Reserve interromperam sua série de aumentos nas taxas de juros na quarta-feira (14), mas projetaram que os custos dos empréstimos serão maiores do que o esperado anteriormente, devido ao que o presidente Jerome Powell chamou de inflação surpreendentemente persistente e força do mercado de trabalho.

Powell, falando a repórteres em uma coletiva de imprensa, enfrentou a difícil tarefa de explicar duas políticas possivelmente contraditórias: decidir deixar as taxas inalteradas após 10 aumentos consecutivos, ao mesmo tempo em que indicou que pelo menos mais dois aumentos podem ser necessários este ano, com o primeiro possivelmente já em julho.

No entanto, as projeções surpreendentemente altas também podem refletir um retorno à estratégia do Fed de esfriar uma economia resiliente enquanto desacelera sua campanha de aperto em relação ao ritmo agressivo do ano passado – algo que foi prejudicado por uma série de colapsos de bancos em março.

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2. O que esperar do Japão

Também no centro da política monetária, o Banco do Japão pode ajustar seu programa de controle da curva de rendimentos na reunião de sexta-feira para refletir a força recente dos fundamentos econômicos, de acordo com o JPMorgan Securities Japan.

Embora 44 dos 47 economistas consultados pela Bloomberg não esperem mudanças nem ajustes na política monetária na reunião de sexta-feira, Ayako Fujita, economista-chefe do JPMorgan Securities Japan, diz que desconsiderar o momento atual dos preços e manter a atual postura dovish corre o risco de deixar o BOJ “atrás da curva”.

3. Mercados

As ações recuam nesta quinta, com o sentimento negativo após o tom hawkish do Federal Reserve e dados econômicos fracos da China.

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Os futuros dos índices de referência dos EUA caíam até 0,7% por volta das 9h (horário de Brasília) depois que o presidente Jerome Powell disse que quase todas as autoridades do Fed defendem ser apropriado aumentar as taxas de juros “um pouco mais” este ano após a pausa de ontem.

No cenário corporativo, as ações da Tesla (TSLA) recuam antes da abertura dos mercados em Nova York após acumularem ganhos de 41% em uma sequência de alta de 13 dias até terça-feira.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Câmara aprova projeto que torna crime discriminar político em votação a jato que uniu Lira e governo

Folha de S. Paulo: Após subir com mínimo e viagem, popularidade digital de Lula cai com ataques a Bolsonaro

O Globo: União Brasil no topo, Rui e Marina na lanterna: saiba quais ministros mais recebem deputados

Valor Econômico: Estratégia jurídica da Americanas joga desfecho da crise para frente

5. Agenda

Nos Estados Unidos, a agenda começa às 9h30, com a divulgação do núcleo de vendas no varejo, os preços de bens exportados e importados, os pedidos iniciais por seguro-desemprego, o índice Empire State de atividade industrial, o índice de atividade industrial do Fed de Fiadélfia, o relatório de empregos do Fed Filadélfia e as vendas no varejo.

Às 10h15, é publicada a produção industrial. Em seguida, às 11h, são divulgados dados sobre os estoques das empresas e o nível de estoques do varejo excluindo automóveis. Para fechar o dia, às 17h serão publicadas as transações líquidas de longo prazo.

Na Europa, o Banco Central Europeu faz uma coletiva de imprensa às 9h45. Christine Lagarde, presidente do BCE, discursa às 11h15.

-- Com informações da Bloomberg News.

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