Futuros na Ásia sobem e indicam sessão com ganhos após acordo nos EUA

Investidores retomam apetite ao risco com o afastamento da hipótese de default dos EUA, em que os mercados à vista estarão fechados nesta segunda com feriado

Monitores com cotações da Bolsa de Tóquio: última semana de maio deve começar com ganhos (Foto: Toru Hanai/Bloomberg)
Por Brett Miller
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Bloomberg — Os futuros de ações dos Estados Unidos avançaram nesta manhã de segunda-feira (29) no Oriente com o retorno do apetite por riscos aos mercados globais após o acordo entre o presidente Joe Biden e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, sobre o teto da dívida americana na noite de sábado (27).

Não haverá negociação no mercado à vista nos EUA nesta semana em razão do Memorial Day.

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Os contratos do S&P 500 subiram 0,5%, e os do Nasdaq 100 ganharam 0,6%, com a abertura das negociações na Ásia na segunda. Os contratos futuros de referência no Japão e na Austrália apontavam para cima, enquanto um indicador das ações chinesas listadas nos EUA subiu na sexta-feira, um sinal positivo para os traders de Hong Kong que retornam de um fim de semana prolongado.

Os preços do petróleo e do Bitcoin também aumentaram com o tom mais dinâmico.

Os movimentos nos mercados de câmbio foram moderados, com o dólar sendo negociado em faixas estreitas de cerca de 0,1% em relação à maioria de suas principais contrapartes.

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Os investidores ficaram mais confiantes na sexta de que um acordo seria fechado em Washington, apoiando os ganhos nos índices de referência de ações dos EUA. As ações também continuaram a ser lideradas por ações de tecnologia e o frenesi em torno da inteligência artificial.

Eles também exigiam um prêmio menor para reter os títulos do Tesouro dos EUA, vistos com maior risco de não pagamento se um acordo não for alcançado a tempo.

O acordo firmado por Biden e McCarthy no fim de semana ainda precisa ser aprovado pelo Congresso, com o prazo apontado o dia 5 de junho, quando a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que o dinheiro vai acabar. Há muito no acordo que certos democratas e republicanos não gostaram.

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O mercado de títulos também tem muito a enfrentar apesar do acordo. O Tesouro americano precisará reabastecer seus cofres com a venda de mais títulos, enquanto a aprovação do acordo coloca o foco de volta na luta do Federal Reserve para domar a inflação por meio da alta dos juros.

O Treasury de dois anos, mais sensível às taxas, oscilou na sexta, enquanto os traders consideravam como um acordo de dívida poderia influenciar o caminho do Fed para as taxas de juros. O rendimento de dois anos pairou em torno de 4,65% depois que um relatório sobre os gastos do consumidor mostrou que o Fed ainda tem mais trabalho a fazer para trazer a inflação de volta à sua meta.

O índice de preços de gastos de consumo pessoal - o PCE -, considerado um dos indicadores de inflação preferidos dos integrantes do Fed, subiu 0,4% em maio, mais rápido do que o esperado.

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Nas ações na sexta, o S&P 500 subiu 1,3%, e o Nasdaq 100, com peso maior em tecnologia, 2,6%.

Em outros mercados nesta segunda, haverá maior interesse - ou atenção - por ativos de emergentes depois que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan selou a vitória na busca por reeleição, aumentando a perspectiva de mais atrito com os governos ocidentais e mais incerteza para os investidores.

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