Ásia aponta para abertura com ganhos e investidores monitoram Fed e bancos

Futuros de ações do Japão e da Austrália sobem, enquanto os de NY operam estáveis na manhã de segunda-feira; resultados corporativos dão o tom positivo

Painel eletrônico com cotações da Bolsa de Tóquio: mês de maio começa com atenções novamente para o Fed (Kiyoshi Ota/Bloomberg)
Por Richard Henderson
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Bloomberg — As ações na Ásia estavam preparadas para avançar neste começo de dia na segunda-feira (1º de maio), noite de domingo no Brasil, depois que resultados corporativos robustos impulsionaram Wall Street na sexta (28), enquanto os investidores aguardavam notícias de uma oferta pelo First Republic Bank.

Os futuros de ações do Japão e da Austrália subiram. Os contratos do índice Hang Seng também avançaram, embora Hong Kong esteja fechado para negociação, assim como China, Cingapura e muitos países da Europa para observar os feriados de 1º de maio. No Brasil, os mercados estarão também fechados.

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Os contratos futuros dos Estados Unidos ficaram estáveis no início das negociações asiáticas, depois que o S&P 500 subiu 0,8% na sexta-feira, avançando por duas semanas consecutivas pela primeira vez em um mês. O benchmark também registrou ganhos mensais consecutivos pela primeira vez em cinco meses.

O índice de volatilidade CBOE caiu abaixo de 16 pontos pela primeira vez desde novembro de 2021, com sólidos ganhos corporativos impulsionando o sentimento.

O futuro do First Republic Bank pesava sobre os mercados. Os reguladores pediram a um grupo de bancos, incluindo o JPMorgan Chase (JPM) e o PNC Financial Services (PNC), que apresentassem propostas para o credor em apuros até o meio-dia de domingo em Washington. Caso não haja avanço nessa frente, as autoridades americanas têm a opção de assumir a propriedade do banco.

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Os mercados de câmbio operavam estáveis no início das negociações asiáticas. O Bitcoin foi negociado logo abaixo de US$ 30.000, mantendo seu rali estelar deste ano.

Um rali nos Treasuries na sexta empurrou os rendimentos na curva para baixo. O rendimento do título de 10 anos caiu 10 pontos-base, a maior queda em um dia em mais de um mês, para 3,42%.

As decisões sobre taxas de juros estarão em foco nesta semana. O Fed deverá aumentar os custos dos empréstimos em 25 pontos base para um intervalo de 5% a 5,25%, um nível não visto desde 2007.

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O Banco Central Europeu também deverá aumentar as suas principais taxas de empréstimo em 25 pontos base. O Reserve Bank of Australia deve manter as taxas de juros inalteradas quando se reunir na terça (2).

“A temporada de resultados está mostrando que a demanda no mercado, que é um dos principais motores da inflação, ainda é bastante robusta”, disse Hebe Chen, analista da IG Markets, em entrevista à Bloomberg Television. O Fed também deve minimizar as chances de queda das taxas no final deste ano, “potencialmente limitando as expectativas irrealistas de um corte nas taxas”, disse.

A Apple encabeça outra semana movimentada de resultados trimestrais, com divulgação na quinta (4), em uma lista que inclui AMD, Ford, Qualcomm, Coinbase e Peloton, entre outras companhias.

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