Bloomberg Línea — Investidores “digerem” nesta quinta-feira (13) as informações contidas na ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), divulgada na tarde de quarta-feira (12), que revelou a expectativa de uma leve recessão no fim deste ano depois da crise bancária.
No Brasil, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse, segundo apuração da Bloomberg News com fontes, que ficou encorajado pelos dados de inflação abaixo do esperado em março, segundo divulgado na semana terça-feira (11), mas que a autoridade monetária pretende ver uma tendência de queda consolidada antes de alterar o curso da política monetária.
O SoftBank está se mobilizando para vender a maior parte de sua participação no gigante chinês de internet Alibaba Group Holding Ltd., informou o Financial Times.
As vendas reduzirão a propriedade do conglomerado japonês no Alibaba para menos de 4%. O Softbank já foi dono de cerca de um terço da empresa, graças a um investimento inicial de US$ 20 milhões em uma de suas apostas de capital de risco mais famosas.
Em viagem à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso do dólar como moeda de negócio, afirmando que outra deveria ser utilizada pelos participantes do Brics. Investidores, no entanto, estão mais atentos a informações práticas como eventuais acordos comerciais que resultem em vendas para empresas do país listadas em bolsa.
No cenário corporativo, a Tok&Stok, maior varejista e uma das mais tradicionais do mercado brasileiro de móveis e acessórios de decoração, decidiu acelerar o fechamento de lojas deficitárias, enquanto busca a renegociação com credores de uma dívida estimada pelo mercado de R$ 600 milhões.
Confira a seguir cinco destaques desta quinta-feira (13):
1. Lula e o Brics
Na cerimônia de posse de Dilma Rousseff como presidente do Banco do Brics, Lula afirmou que uma moeda alternativa ao dólar deveria ser usada para o comércio entre os países pertencentes ao grupo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para o presidente, os países poderiam usar suas próprias moedas na hora das negociações.
“Quem decidiu que seria o dólar a moeda depois que desapareceu o ouro como paridade? [...] Porque as nossas moedas eram fracas, as nossas moedas não têm valor em outros países. Então se escolheu uma moeda sem levar em conta a necessidade que nós precisamos ter uma moeda que transforme os países em uma situação um pouco mais tranquila”, disse ele, segundo o g1.
2. Recessão nos Estados Unidos
Autoridades do Federal Reserve parecem estar a caminho de estender sua série de aumentos de juros quando se reunirem no começo do próximo mês, ignorando o alerta de recessão do mercado com uma aposta de que precisam fazer um pouco mais para conter a inflação.
A ata da reunião de política monetária do mês passado mostrou que as autoridades diminuíram as expectativas de quão alto precisariam elevar os juros depois que uma série de colapsos bancários abalou os mercados no mês passado.
Ainda assim, as autoridades elevaram sua taxa básica de juros em um quarto de ponto, para uma faixa de 4,75% a 5%, enquanto tentavam equilibrar o risco de uma crise de crédito com dados recebidos mostrando que as pressões de preços continuavam muito altas.
Os economistas veem o resultado mais provável como um aumento de um quarto de ponto na próxima reunião, seguido por uma pausa prolongada.
3. Mercados
As ações europeias subiram junto com os futuros de ações dos Estados Unidos na quinta, com os investidores digerindo os dados da inflação e analisando os comentários dos formuladores de políticas para tentar determinar o ponto final de uma era de aumentos agressivos das taxas pelos bancos centrais globais.
O Stoxx Europe 600 Index registrou um ganho modesto depois que um membro do Conselho de Administração do Banco Central Europeu, François Villeroy de Galhau, disse que o banco já concluiu a maior parte de seus aumentos nas taxas de juros.
Os contratos de ações dos EUA apontaram para uma recuperação depois que o S&P 500 e o Nasdaq 100 fecharam a quarta-feira perto dos mínimos da sessão.
4. Manchetes
Estadão: Em discurso na China, Lula questiona dólar como moeda de negócios
Folha de S. Paulo: Lula defende usar Banco do Brics para contornar dólar no comércio
O Globo: Ministério Público Eleitoral se manifesta a favor, e inelegibilidade de Bolsonaro por 8 anos deve ser votada em 1 mês
Valor Econômico: Alta da inadimplência pressiona pedidos de recuperação judicial
5. Agenda
Às 9h30, no horário de Brasília, nos Estados Unidos são divulgados o núcleo do PPI mensal e o PPI mensal referente a março - ou seja, os índices de preços ao produtor (atacado).
- Com informações da Bloomberg News.
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