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Risco de US$ 1,5 tri em imóveis. E oportunidades

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Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

Quase US$ 1,5 trilhão em dívidas imobiliárias comerciais dos Estados Unidos vence antes do fim de 2025. A grande questão que esses mutuários enfrentam é quem vai emprestar a eles.

“Os riscos de refinanciamento estão na frente e no centro” para proprietários de prédios de escritórios a lojas e armazéns, escreveram analistas do Morgan Stanley em relatório na semana passada.

O banco de investimento estima que as avaliações de propriedades de escritórios e varejo podem cair até 40% do pico ao ponto mínimo, aumentando o risco de inadimplência.

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Mas, ao mesmo tempo em que crescem os riscos, existem oportunidades. Ao menos é assim que se comportam investidores ultrarricos, que compram ativos no setor na contramão da retração dos institucionais, em fuga à medida que a inadimplência sobe com as taxas de juros mais altas.

Bilionários e ultrarricos, family offices e empresas de capital fechado aproveitaram seus perfis de dívida menores e horizontes de investimento mais longos para gastar um total de US$ 455 bilhões no ano passado em imóveis comerciais. Eles foram os compradores mais ativos no setor anualmente pela primeira vez, segundo dados da Knight Frank.

Leia mais: Mercado enfrenta nova ameaça com dívidas imobiliárias a vencer de US$ 1,5 tri

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Vista do Empire State Building a partir de um escritório vazio em Manhattan: setor imobiliário está sob o risco de alta da inadimplência (Spencer Platt/Getty Images)

No Radar

Os investidores que retornam do feriado hoje lidam com as incertezas sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos após o mercado de trabalho do país continuar mostrando resistência. A criação de vagas acelerou para 236 mil postos e o desemprego caiu para 3,5% em março, segundo dados divulgados no feriado de sexta-feira.

📈 Inflação é destaque. Enquanto os temores de recessão diminuem, os operadores ajustam o foco para a inflação ao consumidor de março, divulgada nesta quarta-feira. No mercado de renda fixa, as apostas em um aumento de juros de 0,25 ponto porcentual, que antes estavam divididas em partes iguais, agora mostram 75% de chance de que isso se concretize.

🛑 China x EUA. O estresse no cenário geopolítico se intensificou durante o recesso com aumento dos exercícios militares chineses em Taiwan, após a visita da presidente da ilha aos EUA. Em resposta, um contratorpedeiro da Marinha dos EUA passou por águas reivindicadas por Pequim no Mar da China Meridional.

🚘 Baterias na China. A Tesla começará a construir no próximo trimestre uma grande fábrica de baterias em Xangai, fortalecendo a China nesta cadeia global. Elon Musk fez o anúncio em uma cerimônia de assinatura do projeto em Xangai no domingo. A produção deve começar em um ano.

🖥️ PCs em baixa. Os envios de computadores pessoais da Apple caíram 40,5% no primeiro trimestre, enquanto a queda do conjunto de fabricantes de PCs no período foi de 29%. Segundo dados o IDC, o impulso da demanda gerada pelo trabalho remoto durante a pandemia se evaporou.

Mais detalhes na seção de Mercados

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas na quinta-feira (06/04): Dow Jones Industrials (+0,01%), S&P 500 (+0,36%), Nasdaq Composite (+0,76%), Stoxx 600 (+0,52%), Ibovespa (-0,15%)

As bolsas americanas fecharam em alta na véspera do feriado e da divulgação dos dados de criação de vagas nos EUA em março, em meio a expectativas de novos números que mostrassem a desaceleração no mercado de trabalho - em tese, algo que pode reduzir o rigor monetário do Fed. Na contramão, o Ibovespa fechou em leve queda em dia de novas críticas do presidente Lula ao Banco Central e à meta de inflação.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• Feriado: Europa, Reino Unido, Austrália, Hong Kong

• EUA: Índice de Tendência de Emprego/Mar, Estoques e Vendas no Atacado/Fev

• Zona do Euro (Confiança do Investidores-Sentix/Abr); Reino Unido (Vendas no Varejo-BRC/Mar); Portugal (Balança Comercial/Fev)

• Ásia: China (IPC/Mar); Japão (Índice de Confiança entre as Famílias/Mar)

• América Latina: Brasil (IGP-DI/Mar, Boletim Focus, Produção e Venda de Veículos/Mar)

• Bancos centrais: Discurso de John Williams (Fed)

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

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