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O que muda após a venda do SVB

Também no Breakfast: JPMorgan questiona se bolsa brasileira é armadilha; Americanos buscam segunda fonte de renda e Por que as crises financeiras se repetem tanto?

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

O First Citizens comprou o Silicon Valley Bank (SVB), depois que o “banco das startups” quebrou e ficou sob intervenção do FDIC (equivalente ao Fundo Garantidor de Crédito dos Estados Unidos). Mas, mesmo com a vendas dos ativos, o caminho tradicional de startups da América Latina e fundos de venture capital de terem seu dinheiro transacionado pelo SVB não deve ser igual ao que era antes.

Para Bernardo Brites, CEO e cofundador da Trace Finance, startup brasileira que abriu uma entidade nos Estados Unidos para atender e bancarizar fundadores “órfãos” com a quebra do SVB, deve-se esperar algum tipo de mudança. Ele disse acreditar que haverá uma simplificação do portfólio do SVB, ainda que o First Citizens assumirá toda a carteira de empréstimos e depósitos do banco.

Segundo Brites, o First Citizens tem atualmente restrições para abrir contas de startups brasileiras com holding nas Ilhas Cayman, estrutura de passagem em Delaware e operações no Brasil. Ainda não se sabe se o banco regional com sede na Carolina do Norte absorverá novas empresas desse tipo como o SVB aceitava. E os fundadores “não vão querer comprar esse risco”, avaliou.

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Leia mais: O que a venda do SVB significa para as startups e os VCs da América Latina

First Citizens | Banco comprou os ativo do Silicon Valley Bank, que era usado por startups do Brasil e da América Latina (Foto: Alex Kent/ Bloomberg)

No Radar

À medida que diminuem os temores de um contágio no setor bancário, os investidores buscam aclarar as perspectivas para a economia e o rumo da política monetária, com olhar voltado aos próximos números de inflação, como o PCE, deflator de despesas pessoais que é monitorado pelo Federal Reserve (Fed) e será conhecido no final da semana.

↕️ Aperto e corte. Enquanto isso, Philip Jefferson, governador do Fed, diz que levará ainda algum tempo para o banco central conter a inflação, especialmente no setor de serviços. No mercado de renda fixa, os operadores precificam uma probabilidade ao redor de 50% de que o Fed eleve o juro em maio, mas também embutem a previsão de corte da taxa neste ano. Jeffrey Gundlach, da Doubleline Capital, projeta “alguns cortes” por conta da recessão, que ele estima começarem “em alguns meses” nos EUA.

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Cautela com ações. Alguns analistas continuam firmes na indicação de cautela para o mercado acionário, como Marko Kolanovic, do JPMorgan, que prevê prêmios de risco maiores nos preços por conta da crise bancária. O estrategista do Morgan Stanley, Michael Wilson, também é prudente, indicando que as estimativas de ganhos e avaliações deverão ser revistas.

🎠 Risco cibernético. O chefe de segurança cibernética da Agência de Segurança Nacional dos EUA, Rob Joyce, avalia que o TikTok é um “cavalo de Troia” da China e que seu país deve monitorar e controlar a empresa para evitar um problema de segurança cibernética que não é iminente, mas poderia ocorrer em alguns anos ou décadas.

Perdas bilionárias. As ações do Adani Group perderam US$ 6,4 bilhões em valor de mercado nesta terça-feira (28), com aumento das preocupações sobre o nível de endividamento do conglomerado indiano após ter sido atingido por denúncia de fraude pela Hindenburg Research. O grupo está tentando renegociar os termos de um empréstimo de US$ 4 bilhões, segundo o Economic Times.

Mais detalhes na seção de Mercados

os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (27/03): Dow Jones Industrials (+0,60%), S&P 500 (+0,16%), Nasdaq Composite (-0,47%), Stoxx 600 (+1,05%), Ibovespa (+0,85%)

Os ganhos das ações do setor bancário sustentaram a valorização nas bolsas norte-americanas, com a redução dos temores de um contágio mais amplo como pano de fundo. Já os papéis de tecnologia impediram um fechamento totalmente positivo entre todos os índices.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados

Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Balança Comercial/Fev, Estoques no Varejoe no Atacado/Fev, Índice Redbokk, Índice de Preços de Imóveis/Jan, Confiança do Consumidor-CB/Mar, Índice de Manufatura-Fed Rishmond/Mar, Estoques de Petróleo Bruto

• Europa: França (Pesquisa em Empresas/Mar);  Itália (Confiança Empresarial e do Consumidor/Mar)

• Ásia: Japão (IPC)

• América Latina: Argentina (Transações Correntes/4T22)

• Bancos centrais: Boletim Trimestral do BoE, Discursos de Andrew Bailey (BoE), Michael Barr (Fed) e Joachim Nagel (Bundesbank)

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Vale: como novo padrão de crescimento da China deve alterar demanda por minério

Natura propõe cortar remuneração de diretoria em 32% e enxugar conselho

Binance e CZ são processados nos EUA por suposta violação de regras de negociação

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: ‘Brasil é uma armadilha?’, questiona JPMorgan em nova análise sobre a bolsa | XP Asset já considera que a meta de inflação deve subir para 4% a partir de 2023 | Além da Visa, Mastercard está de olho na fintech Pismo

• Opinião Bloomberg: Por que crises financeiras se repetem tanto? A culpa não é da regulação

• Pra não ficar de fora: Há um fenômeno em curso na maior economia do mundo: a busca para ampliar a renda

⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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