O dilema de Powell na reunião do Fed

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Todos os olhos do mundo financeiro e econômico estarão dirigidos hoje ao Federal Reserve (Fed), enquanto o presidente Jerome Powell tenta equilibrar a luta contra a inflação e os riscos associados à recente crise bancária.

Powell e seus colegas do FOMC (o Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês) começaram a reunião na terça-feira (21) com o resultado incomumente incerto. Embora a maioria dos economistas espere um aumento de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros, alguns dizem que os formuladores de política monetária devem fazer uma pausa para fortalecer a estabilidade financeira.

Outro elemento importante da reunião desta semana: o Fed apresenta suas projeções de taxas de inflação atualizadas pela primeira vez desde dezembro, oferecendo orientações cruciais ao mercado sobre a perspectiva de aumentos adicionais dos juros neste ano.

Leia mais: O dilema de Powell na reunião do Fed: inflação ou estabilidade financeira

No Radar

O mercado se concentra na decisão do Fed sobre os juros norte-americano em um cenário de inflação ainda alta e de turbulência financeira. Além da decisão em si, cujo consenso mais recente aponta para um aumento de 0,25 ponto porcentual, o mercado avaliará as projeções de inflação do Fed e os comentários de Jerome Powell para se ajustarem ao futuro da política monetária.

🔄 Recompra de títulos. Enquanto isso, os operadores monitoram os desdobramentos da crise do setor bancário, com destaque para a decisão do UBS de oferecer ao mercado a recompra de US$ 2,96 bilhões em títulos denominados em euros emitidos na sexta-feira, pouco antes de o credor anunciar o resgate ao Credit Suisse.

💲 Bônus no telhado. O Credit Suisse recebeu do governo suíço ordens para congelar os bônus diferidos, gerando mais dor de cabeça aos executivos cujos prêmios haviam sido arruinados pela queda das ações do banco. Uma das condições destes prêmios era de que tais instrumentos não tivessem valor no caso de um colapso do banco. Mas a natureza do salvamento - redigido como uma compra privada - deixou no ar a dúvida sobre se os eventos do fim de semana pudessem disparar esta cláusula.

📈 Repique no Reino Unido. Depois de quatro meses desacelerando, a inflação no Reino Unido surpreendeu e voltou a subir, apontando uma taxa de 10,4% em fevereiro, acima dos 10,1% apurados em janeiro. Economistas esperavam que a taxa voltasse a um dígito. Os analistas se perguntam agora como atuará o Banco da Inglaterra (BoE), que decide amanhã sobre a taxa de juros no país em meio à crise bancária.

🔚 Perto do fim? Pelo lado do Banco Central Europeu (BCE), Joachim Nagel, presidente do banco central alemão (Bundesbank), disse hoje que ainda há um caminho a percorrer na luta contra a inflação, mas avisou que a política monetária já se aproxima de um “território restritivo”.

Mais detalhes na seção de Mercados

🟢 As bolsas ontem (21/03): Dow Jones Industrials (+0,98%), S&P 500 (+1,30%), Nasdaq Composite (+1,58), Stoxx 600 (+1,33%), Ibovespa (+0,07%)

Os mercados acionários reforçaram a recuperação enquanto se preparavam para a decisão do Fed. A evolução da compra do Credit Suisse pelo UBS e o suporte de liquidez oferecido ao sistema bancário se somou à perspectiva de apoio adicional a credores menores, se necessário, conforme informou Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Pedidos de Hipotecas MBA, Atividade nas Refinarias de Petróleo

• Europa: Zona do Euro (Transações Correntes/Jan); Reino Unido (IPC/Fev, IPP/Fev, Índice CBI de Tendências Industriais/Mar ); Portugal (Transações Correntes/Mar)

• América Latina: México (Demanda Agregada/4T22, Gastos Privados/4T22); Brasil (Fluxo Cambial Estrangeiro); Argentina (PIB/4T22, Taxa de Desemprego/4T22)

• Bancos Centrais: Decisão de Política Monetária do Fed e do BCB, Discursos de Christine Lagarde, Fabio Panetta e Philip Lane (BCE)

• Balanço: Braskem

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

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E mais na versão e-mail do Breakfast:

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