Bloomberg — O petróleo recua pela primeira vez em oito sessões nesta segunda-feira (16), com os traders avaliando as perspectivas para a demanda mundial, em meio à reabertura da China e desaceleração de outras partes da economia global.
Os contratos do tipo West Texas Intermediate (WTI) caíram para US$ 79 o barril, depois de subirem mais de 8% na semana passada.
A avaliação do mercado é de que o abandono de políticas rígidas de restrição na China impostas pela pandemia de covid devem melhorar a atividade econômica e a mobilidade, com analistas prevendo que a demanda por petróleo no principal importador da commodity alcance um recorde.
O petróleo bruto teve um início de ano instável, entrando em colapso na primeira semana antes de se recuperar.
Além da flexibilização das restrições na China, o suporte aos preços do petróleo nas últimas sessões veio de expectativas crescentes de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, está chegando ao fim dos aumentos dos juros e do enfraquecimento do dólar.
Os traders também estão acompanhando de perto o impacto das sanções nos fluxos de petróleo e produtos russos.
A queda no petróleo é “provavelmente uma pausa temporária após uma forte alta na semana passada”, disse Giovanni Staunovo, analista do UBS.
Segundo ele, as perspectivas de mercado desta semana da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), bem como da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) “têm o potencial de sustentar os preços com a demanda chinesa mais forte”.
Confira os preços do petróleo nesta segunda-feira (16):
- O contrato do petróleo tipo WTI para fevereiro recuava 0,31%, a US$ 79,63 o barril;
- O petróleo tipo Brent para março recuava 0,45%, a US$ 84,90 o barril;
A Opep entrega sua análise na terça-feira (17), enquanto a IEA, no dia seguinte. Comentários extras podem vir do Fórum Econômico Mundial em Davos.
Nesta segunda (16), o volume de negociações deverá ser menor, por conta de um feriado nos EUA.
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