Bloomberg — O petróleo avança pelo sexto dia consecutivo nesta quinta-feira (12) na esperança de que a inflação dos Estados Unidos esteja diminuindo e em meio à uma onda de compras de petróleo da China.
Os contratos futuros do tipo West Texas Intermediate (WTI) eram negociados acima de US$ 78 o barril e caminhavam para a maior série de ganhos diários desde fevereiro.
As ações também avançavam com os investidores apostando que a inflação americana mostrará recuo nesta quinta, com os dados do CPI, o que reduziria a pressão sobre o Federal Reserve para aumentar as taxas de juros. O dólar caía, aumentando o apelo das commodities precificadas na moeda.
A compra de petróleo da China depois que Pequim emitiu um grande lote de cotas de importação nesta semana está contribuindo para um sentimento otimista sobre a demanda. O país intensificou as compras de petróleo dos EUA e da África Ocidental nos últimos dias.
“O clima é de otimisto”, disse Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil Associates. “Mas é importante lembrar: pode azedar tão rapidamente quanto melhorou se a pressão inflacionária se provar arraigada.”
A recente alta do petróleo ganhou força após um início de ano difícil em meio a temores de uma desaceleração econômica global. Ainda assim, muitos analistas permanecem otimistas com as perspectivas de longo prazo.
O Goldman Sachs (GS) disse na quarta-feira (11) que espera que o petróleo atinja US$ 110 no terceiro trimestre, com a reabertura da economia da China, enquanto o Morgan Stanley (MS) vê um segundo semestre mais apertado.
Confira os preços do petróleo nesta quinta-feira (12):
- O contrato do petróleo tipo WTI com vencimento para fevereiro tinha alta de 0,98%, a US$ 78,17 o barril;
- O Brent para março subia 1,14%, a US$ 83,61 o barril;
Há também sinais preliminares de que a atividade comercial aumentou no ano novo. O interesse em aberto nos principais contratos futuros de petróleo nesta semana subiu para o nível mais alto desde outubro. Os baixos níveis de participações em futuros têm sido um dos impulsionadores da volatilidade do mercado de petróleo nos últimos meses.
Veja mais em bloomberg.com
Leia também:
Moat, Bradesco e Bogari: as gestoras mais expostas à Americanas no Brasil
BlackRock planeja 500 demissões após desaceleração do mercado em 2022
©2023 Bloomberg L.P.








