Ata do Copom ofuscada por protestos e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta terça-feira (1)

Río de Janeiro

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Bloomberg Línea — O dia começa com a divulgação de indicadores econômicos no Brasil e com a ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que mostra preocupação com o cenário fiscal brasileiro em meio a uma ampliação dos gastos públicos - mas que repete a visão de manutenção de juros da última semana e deve ser ofuscado pelo noticiário de manifestações. Enquanto isso, a temporada de balanços continua nos EUA, onde os futuros operam em alta à espera da reunião do Federal Reserve sobre a nova taxa básica de juros.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta terça-feira (1)

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1. Inflação

A inflação pelo IPC-S subiu 0,69% na quarta quadrissemana de outubro, segundo divulgação do FGV IBRE nesta manhã. Com isso, o O índice de preços ao consumidor - semanal acumula alta de 5,05% nos últimos 12 meses. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, sendo a maior contribuição do grupo de transportes, cuja taxa de variação passou de uma queda de 0,69%, na terceira quadrissemana de outubro de 2022 para queda de 0,19% na quarta quadrissemana de outubro de 2022. Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos de alimentação, que passou de 0,65% para 0,74%, e comunicação, queda de 1,02% para queda de 0,73%.

2. Ata do Copom

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) publicada nesta terça-feira diz que as projeções de inflação de longo prazo subiram devido à revisão de alta para a variação de preços livres no curto prazo e na projeção de preços administrados, e acrescenta que o impacto defasado da política monetária aponta para um arrefecimento da atividade econômica, que tem tendência de acentuação adiante. “O Copom optou pela manutenção da taxa de juros, reforçando a necessidade de avaliação, ao longo do tempo, dos impactos acumulados a serem observados do intenso e tempestivo ciclo de política monetária já empreendido”, diz o documento.

O BC também mostrou preocupação com o cenário fiscal do país diante da ampliação de gastos permanentes do governo e das incertezas sobre a condução das contas públicas a partir do ano que vem, ressaltando que o cenário pode ampliar riscos e também pressionar a inflação.

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Os recados, no entanto, devem ser absorvidos com neutralidade pelo mercado, que acompanha as manifestações que interromperam nesta noite de segunda-feira (31) a circulação de carros, ônibus e caminhões em ao menos 25 estados, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) à Agência Brasil.

3. Mercados

Os futuros americanos sobem nesta manhã seguindo um tom mais otimista com os investidores tentando aproveitar os ganhos acentuados do mês passado e que também antecede a reunião do Federal Reserve sobre a decisão da nova taxa de juros dos EUA. Às 10h20, o Dow Jones subia 0,65%, enquanto o S&P avançava 1,04% e o Nasdaq subia 1,33%. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, recuava 0,70% no mesmo horário.

As bolsas europeias seguiam o tom altista no aguardo da decisão do Fed, com o FTSE de Londres subindo 1,38%, enquanto o Stoxx600 avançava 1,28%.

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4. Manchetes do dia

  • Estadão: Maioria do STF confirma decisão de Moraes para liberar rodovias fechadas por bolsonaristas
  • Folha de S. Paulo: STF forma maioria favorável a decisão de Moraes para liberar rodovias
  • O Globo: Bela Megale: Lula avalia ‘junta política’ para fazer transição de governo e sinalizar frente ampla
  • Valor: STF forma maioria para referendar decisão de Moraes que mandou desobstruir rodovias

5. Agenda

A agenda local de hoje tem como destaque a ata do Comitê de Política Monetária (Copom). Já a agenda de indicadores tem como destaque a divulgação da produção industrial de setembro e a inflação pelo IPC-S da quarta quadrissemana de outubro, do FGV IBRE.

Nos EUA, saem os gastos com construção, índice ISM de manufatura, índice Redbook, PMI Industrial de outubro, índice JOLTS de oferta de emprego de setembro e os estoques de petróleo bruto. A safra de balanços também continua por lá, com os resultados da Eli Lilly, Pfizer, Toyota, BP, Advanced Micro Devices, Sony, Mondelez, Airbnb, Uber, Marathon Petroleum, Devon Energy, KKR, Electronic Arts, Newmont aguardados para hoje.

E também...

Os preços do petróleo sobem nesta manhã, reduzindo as perdas da sessão anterior, com o dólar mais enfraquecido compensando as preocupações com a demanda global diante de novas restrições na China para conter o coronavírus. Às 8h30, o petróleo tipo Brent subia 1,39%, a US$ 94,11 o barril, enquanto o WTI avançava 1,48%, a US$ 87,80 o barril.

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--Com informações da Bloomberg News

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