Bloomberg — As ações asiáticas devem abrir com cautela na terça-feira em meio a rendimentos de títulos mais altos e o foco dos investidores nas decisões do banco central e no ritmo de novos aumentos das taxas de juros.
Os futuros de ações avançavam em Hong Kong, enquanto o índice de ações chinesas listadas nos Estados Unidos caía. Os contratos rondavam a estabilidade no Japão e na Austrália após uma queda no S&P 500, que era pressionado pelas grandes empresas de tecnologia. As ações de energia caíam com a notícia de que o presidente Joe Biden pedirá ao Congresso que considere taxar produtores que acumulem lucros recordes.
Os rendimentos dos títulos australianos subiram, enquanto a moeda do país manteve perdas recentes antes de um aumento de 25 pontos-base projetado para o banco central na terça-feira. O provável pequeno aumento na taxa básica de juros contrasta com as expectativas de outro grande aumento pelo Federal Reserve na quarta-feira.
Os rendimentos do Tesouro caíram ao longo da curva na segunda-feira, enviando os rendimentos dos EUA de dois anos para cerca de 4,5%. Os mercados de swap estão precificando um aumento de 75 pontos-base nesta semana em meio à campanha de aperto mais agressiva do Fed em quatro décadas.
Ainda assim, estrategistas como Marko Kolanovic, do JPMorgan, acreditam que a alta agressiva do Fed está chegando ao fim, oferecendo a perspectiva de alívio para os mercados. Os EUA provavelmente aumentarão as taxas em 50 pontos-base em dezembro e pausarão após mais uma alta de 25 pontos-base no primeiro trimestre, disse ele.
Indicadores como a inversão da curva de juros entre os títulos do Tesouro de 10 anos e de três meses “todos apoiam um pivô do Fed mais cedo ou mais tarde”, escreveu Michael Wilson, do Morgan Stanley.
Olhando para o futuro, o Bespoke Investment Group disse que novembro tem sido historicamente um dos meses mais fortes do ano para as ações dos EUA. O S&P 500 teve um ganho médio de 0,82% com retornos positivos 69% das vezes, de acordo com dados desde 1983. Nos últimos 10 anos, o indicador teve um avanço médio de 1,26% e ganhos em nove a cada 10 vezes.
Traders na Ásia estarão acompanhando os números do PMI da Caixin da China depois que uma divulgação de dados separada na segunda-feira mostrou que a atividade fabril e de serviços do país se contraiu em outubro, causando oscilações nos mercados globais.
Nos mercados de câmbio, o iene está de volta ao nível de 150 em relação ao dólar. O Japão gastou um recorde de 6,3 trilhões de ienes (US$ 42 bilhões) em outubro para conter a forte queda do iene em relação ao dólar, enquanto tentava limitar os movimentos especulativos que aumentavam a pressão sobre a moeda.
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