Bloomberg — O Bitcoin Group está considerando fazer uma oferta pelo Bankhaus von der Heydt, o banco alemão de 268 anos que se atrapalhou com suas próprias tentativas de entrar no mundo das criptomoedas e ativos digitais.
O grupo de cripto e blockchain está em negociações com vários alvos em potencial, incluindo o Bankhaus von der Heydt, disse a empresa em comunicado nesta quinta-feira (20), confirmando uma reportagem da Bloomberg News.
Fundado em 1754, o Bankhaus von der Heydt, com sede em Munique, está conversando com potenciais compradores depois que um acordo de venda à exchange de cripto-derivados BitMEX fracassou, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Uma venda pode avaliar o banco em cerca de € 20 milhões (US$ 19,6 milhões), disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas ao discutir informações confidenciais.
O Bitcoin Group, também sediado na Alemanha, possui o banco futurum AG, uma plataforma de negociação de moedas digitais. As deliberações estão em andamento e não há certeza de que resultarão em qualquer transação.
Uma porta-voz do Bankhaus von der Heydt se recusou a comentar.
O Bankhaus von der Heydt se tornou um dos primeiros credores na Alemanha a oferecer serviços de negociação e custódia de ativos digitais, apostando que a demanda por criptomoedas ajudaria a reverter anos de perdas. Mas os custos para desenvolver a tecnologia levaram a ainda mais prejuízos.
O proprietário Dietrich von Boetticher tem sido relutante em continuar injetando capital e, sem uma nova fonte de dinheiro, o banco pode ser forçado a fechar, segundo as pessoas. O Bankhaus von der Heydt cancelou recentemente contratos de serviço com vários fundos de criptomoedas em uma etapa que facilitaria uma liquidação ordenada, disseram eles.
O acordo da BitMEX entrou em colapso depois que os apoiadores da empresa concordaram em pagar US$ 100 milhões para resolver as alegações de que permitiram anos de negócios ilegais, e dois fundadores admitiram que não conseguiram estabelecer um programa antilavagem de dinheiro na bolsa.
Quaisquer licitantes para o Bankhaus von der Heydt terão que passar pelo regulador alemão BaFin, que está monitorando a situação, disseram as pessoas.
--Com a colaboração de Nicholas Comfort
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