Bloomberg — A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda está em busca de uma estratégia para sinalizar na economia na reta final da campanha.
Uma parte do time defende sair logo em busca de nomes importantes no mercado financeiro que deem apoio a Lula como os ex-presidentes do BC Henrique Meirelles e Armínio Fraga. Esse grupo também acha que o petista deveria escolher um único porta-voz para falar de economia e acalmar investidores que tenham ficado preocupados com a nova composição do Congresso, que está mais alinhado com o presidente Jair Bolsonaro.
Outra ala defende que não é a hora de fazer sinais para a Faria Lima, mas de detalhar propostas mais populares como o programa Desenrola, de renegociação de dívidas da população, o seguro de saúde para motoristas de aplicativo e o crédito para a renovação de frota de veículos elétricos.
Ainda não se chegou a um acordo sobre o que propor para substituir o teto de gastos. Como o tema é delicado, a aposta hoje é que nada será apresentado antes do segundo turno.
Resposta
Na quinta-feira (6), a equipe de Lula divulgou uma nota dizendo que o formato de uma nova regra fiscal para substituir o teto de gastos será discutido com o Congresso e com a sociedade caso o ex-presidente vença as eleições.
Campanha Lula: Nova política fiscal
O tema, diz a nota, é constantemente discutido e acompanhado por economistas ligados à campanha mas que não necessariamente representam a campanha -- ilustrando a confusão de múltiplos porta-vozes da área.
O ex-presidente reunirá na próxima semana vários economistas de sua campanha e outros que declararam abertamente apoio a sua campanha como Meirelles, Armínio Fraga, Pérsio Arida e André Lara Resende.
Máquina de fake news
Parte da energia da campanha petista também está voltada para montar uma estratégia de combate a fake news contra Lula, que foi acusado até mesmo de estar alinhado com satanismo nos últimos dias. Advogados do PT avaliam que a máquina bolsonarista se acirrou com o resultado do primeiro turno e que é preciso estudar que tipo de medidas legais podem ser tomadas para barrar esse movimento.
Disque Denúncia
A antessala do gabinete do senador Flávio Bolsonaro se transformou numa verdadeira central de recebimento de denúncias sobre fraudes nas eleições. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro têm ligado afirmando que ele não foi reeleito em primeiro turno devido a fraudes em urnas eletrônicas. Esses apoiadores relatam casos suspeitos que teriam ocorrido em suas próprias seções de votação no último domingo. A secretária anota os relatos e diz aos interlocutores que vai encaminhar o tema.
Mais cedo
A campanha de Bolsonaro tem defendido que os debates presidenciais previstos para a reta final da corrida eleitoral ocorram num horário mais cedo. A avaliação de assessores é que, em debates iniciados muito tarde, o presidente acaba perdendo a audiência do público de menor renda que ele quer conquistar. O último debate antes do primeiro turno começou às 22h30 e terminou de madrugada.
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