Bloomberg — A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, Opep+, concordou em reduzir seu limite coletivo de produção em 2 milhões de barris por dia, enquanto o grupo tenta impedir uma queda nos preços do petróleo causada pelo enfraquecimento da economia global.
Esta é a maior redução do grupo desde 2020, mas terá um impacto menor na oferta global do que os números sugerem. Vários países membros já estão bombeando bem abaixo de suas cotas, o que significa que já estariam em conformidade com seus novos limites sem ter que reduzir a produção.
Uma redução de 2 milhões de barris por dia na meta de produção do grupo exigiria que apenas oito países reduzissem sua produção real e entregaria um corte de apenas 880.000 barris por dia, segundo cálculos da Bloomberg com base nos números de produção de setembro.
Os petróleos tipo Brent e WTI avançavam 1,95% e 1,68%, respectivamente, às 12h00.
A medida também não agradaria os EUA - e potencialmente desencadearia uma resposta de Washington. O presidente americano Joe Biden visitou a Arábia Saudita no início deste ano em busca de maior produção e preços mais baixos para os americanos antes das eleições de meio de mandato em novembro.
Mais cedo, autoridades dos EUA estavam fazendo ligações para colegas no Golfo tentando resistir à medida para cortar a produção, segundo pessoas familiarizadas com a situação.
Em Viena, havia poucos sinais antes da reunião de que a pressão dos Estados Unidos funcionaria. O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al Mazrouei, insistiu que a decisão era “técnica”.
“É muito importante que permaneça como uma decisão técnica e não política”, disse ele a repórteres. “É por isso que é importante olhar para o lado técnico da equação e analisar quaisquer preocupações em relação à economia e ao status da economia.”
-- Reportagem atualizada às 12h05 com a decisão da Opep+
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