Otimismo dá o tom nos mercados e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta terça-feira (4)

Bolsa brasileira opera com ganhos no segundo pregão do mês de maio de 2024

Leia esta notícia em

Espanhol
PUBLICIDADE

Bloomberg Línea — Os mercados seguem o tom positivo da véspera e mostram um maior apetite aos ativos de risco nesta manhã. Enquanto a campanha para o segundo turno das eleições se desenrola, os investidores monitoram os indicadores econômicos que vêm lá de fora, e os discursos de dirigentes de bancos centrais esperados para hoje, que devem dar mais pistas sobre o rumo da taxa de juros nos Estados Unidos, Europa e em outras economias.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta terça-feira (4).

PUBLICIDADE

1. Pós-eleição

O principal ETF brasileiro em Nova York, o iShares MSCI Brazil (EWZ), sobe mais uma vez nesta manhã, alta de 9,85% perto das 8h50 (horário de Brasília), seguindo o movimento de alta dos futuros das bolsas americanas e o rali da sessão anterior. Ontem o Ibovespa (IBOV) fechou o dia com alta de 5,54%, a 116.134 pontos, com impulso de ações favorecidas pelo resultado do primeiro turno das eleições na véspera, como Petrobras (PETR3; PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3).

A diferença acirrada entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) contribui para um maior otimismo dos mercados, que veem maiores chances de reeleição do atual presidente no segundo turno, a ser realizado em 30 de outubro, assim como um Congresso mais à direita. Com isso, o Ibovespa deve seguir o mesmo tom otimista de ontem, dia em que o Ibovespa teve a maior alta desde abril de 2020.

2. Míssil sobre o Japão

A Coreia do Norte disparou um míssil sobre o Japão pela primeira vez em cinco anos, aumentando as tensões sobre o programa nuclear de Kim Jong Un e provocando um raro alerta de segurança pública em Tóquio. O míssil lançado nesta terça-feira caiu no Pacífico Ocidental a cerca de 3.200 quilômetros a leste do Japão, de acordo com as autoridades em Tóquio, acrescentando que não houve relatos de danos. O primeiro-ministro japonês Fumio Kishida condenou o lançamento e o presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol alertou para uma “resposta resoluta”.

PUBLICIDADE

3. Mercados

Os futuros americanos sobem nesta manhã, dando continuidade ao rali da sessão anterior. O Dow Jones futuro subia 1,34% perto das 09h10, o S&P avançava de 1,64% no mesmo horário, e o Nasdaq registrava alta de 2,02%. Na mesma direção, o O FTSE de Londres subia 2,01%, e o Stoxx600 tinha alta de 2,52%. Por aqui, o Ibovespa futuro seguia a entoada otimista dos mercados globais e subia 0,57% nesse horário, enquanto o Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, recuava 0,50% nesta manhã.

4. Manchetes do dia

  • Estadão: Como será a relação da nova Câmara com Lula ou Bolsonaro? Centrão desafiará o presidente eleito
  • Folha de S. Paulo: Lula mira lacunas do Sudeste, e Bolsonaro, visitas à periferia no 2º turno
  • O Globo: Lauro Jardim: Bolsonaro escala força-tarefa de pastores para virar votos no Nordeste
  • Valor: Ações de estatais são o grande destaque da bolsa após 1º turno

5. Agenda

Com a agenda local esvaziada de indicadores, o cenário externo ganha relevância, com destaque para os dados de emprego de agosto dos Estados Unidos, onde vários membros do Federal Reserve, o Banco Central Americano, são esperados para discursar ainda hoje.

Na Europa, saíram mais cedo números do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de agosto da Zona do Euro, e a taxa de desemprego da Espanha, e Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), também deve discursar ainda hoje.

PUBLICIDADE

E também...

Os preços do petróleo sobem nesta manhã, seguindo as expectativas de que a Opep+, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, pode decidir por um grande corte na produção de petróleo na reunião desta quarta-feira (5). Este pode ser o maior corte desde a pandemia da covid-19. Às 8h10, o petróleo tipo Brent subia 0,73%, a US$ 89,52 o barril, enquanto o WTI registrava alta de 0,50%, a US$ 84,05 o barril.

- Com informações da Bloomberg News

Leia também

Mercado mostra otimismo ante aposta em Fed mais suave na política monetária