Bloomberg — A Opep+ iniciará discussões sobre o corte da produção de petróleo quando se reunir na próxima semana, já que uma economia global frágil continua a pressionar os preços do combustível.
O tamanho da possível redução da oferta ainda está sendo considerado, disse um delegado, pedindo para não ser identificado, pois as negociações são privadas. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados se reunirão para decidir os níveis de produção de novembro em 5 de outubro.
Os preços do petróleo caíram um quinto desde o início de agosto por conta dos temores sobre a economia global e terminaram negociados perto de US$ 88 o barril em Londres nesta sexta-feira (30). As perdas ameaçam a espetacular receita inesperada da Arábia Saudita e seus parceiros neste ano.
A Opep+ mostrou sua disposição para estabilizar os mercados com um corte simbólico em sua última reunião. O ministro da energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, prometeu permanecer “preventivo e proativo”, enquanto o ministro do Petróleo da Nigéria, Timipre Sylva, disse na semana passada que o grupo pode ser “forçado” a fazer cortes adicionais se os preços do petróleo continuarem caindo.
Observadores do mercado como UBS e JPMorgan Chase disseram que a Opep+ pode precisar cortar pelo menos 500 mil barris por dia para estancar a queda do preço do petróleo. Todos, exceto um dos 16 traders e analistas em uma pesquisa da Bloomberg, previram que a aliança concordará com um corte.
“Certamente vemos uma chance significativa de que o grupo produtor opte por um corte substancial para tentar sinalizar que há de fato um disjuntor eficaz no mercado”, disse Helima Croft, estrategista-chefe de commodities da RBC Capital Markets LLC. O corte pode chegar a um milhão de barris por dia, disse ela.
Em sua última reunião em 5 de setembro, o grupo concordou com uma redução simbólica de 100 mil barris por dia para outubro, apesar dos pedidos de países consumidores para ajudar a domar a inflação desenfreada mantendo as torneiras abertas.
Com os preços da gasolina recuando nos Estados Unidos, parte dessa pressão externa pode estar diminuindo. O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman se reuniu com funcionários do governo dos EUA, incluindo o coordenador da Casa Branca para o Oriente Médio, Brett McGurk, na semana passada.
— Com a ajuda de Sharon Cho, Serene Cheong e Yongchang Chin.
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