Petróleo estabiliza após queda, com traders de olho em lockdowns da China

País asiático segue fechando cidades com a política de Covid Zero, que traz preocupações sobre o crescimento global

Petróleo
Por Yongchang Chin e Alex Longley

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Bloomberg — O preço do petróleo se estabilizou depois de cair na quarta-feira (7), com investidores avaliando a demanda global enquanto a China avança com sua política de Covid Zero e os bancos centrais apertam a política monetária para combater a inflação.

O West Texas Intermediate (WTI) era negociado perto de US$ 82 por barril depois de cair quase 6% para o nível mais baixo desde janeiro. Vários centros chineses enfrentam bloqueios antivírus, incluindo a megacidade de Chengdu, colocando em risco a demanda de energia no maior importador do mundo.

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A queda do petróleo nos últimos dias fez a commodity sair da faixa de negociação em que esteve durante grande parte dos últimos meses. Os futuros estão sendo negociados abaixo das principais médias móveis e formando padrões técnicos de baixa que agravaram a recente liquidação. Além disso, os principais prazos estão apontando para um mercado mais suave do que há vários meses.

A profunda queda do petróleo na quarta ocorreu apesar de vários fatores favoráveis de mercado. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o país não forneceria energia a nenhuma nação que apoiasse um teto de preço planejado liderado pelos EUA para o petróleo do país. Além disso, a Energy Information Administration elevou suas perspectivas para a demanda global de petróleo, ao mesmo tempo em que reduziu a previsão para a oferta dos EUA.

Preços do petróleo

  • O WTI para entrega em outubro subia 0,4%, para US$ 82,26 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York às 7h25 (horário de Brasília)
  • O Brent para liquidação de novembro subia 0,3%, para US$ 88,27 o barril na bolsa ICE Futures Europe

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