Bloomberg — A quinta-feira (7) começa agitada, repercutindo a ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central americano, que indica que mais altas estão por vir ainda em julho. No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou sua renúncia, e os mercados já repercutiam a decisão. Na China, autoridades consideram novas medidas econômicas para driblar a crise causada pela pandemia.
1. Ata do Fed
O Fed divulgou a ata de sua reunião mais recente sobre a definição da taxa de juros, e voltou a destacar seu compromisso com a redução da inflação. Muitos no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) viram o risco de uma inflação prolongada, dizendo que uma alta de 50 ou 75 pontos base é o mais provável na próxima reunião, em julho. O Fed também deixou claro que está pronto para priorizar a inflação em relação ao crescimento. Nos EUA, os dados de emprego ainda são otimistas, com um nível estável de demissões em maio, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego permanecem historicamente baixos.
2. A renúncia de Johnson
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, vai renunciar ao cargo, colocando fim a três anos conturbados e marcados por uma sucessão de escândalos que culminaram na resistência de seu próprio gabinete e de um grupo de parlamentares. Ele permanecerá como primeiro-ministro interino até a escolha de seu sucessor. Inicialmente, investidores disseram que a notícia pode trazer algum alívio aos ativos do Reino Unido, que foram atingidos pela alta inflação, fraqueza econômica e incerteza política no país. Após a notícia, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres operava em alta de 1,20%.
3. Estímulo chinês
As autoridades de Pequim consideram uma nova medida para sustentar a segunda maior economia do mundo, abrindo caminho para que os governos locais vendam 1,5 trilhão de yuans (cerca de US$ 220 bilhões) em títulos no segundo semestre deste ano. As receitas das vendas, programadas anteriormente para começar após 1º de janeiro de 2023, podem ser usadas para financiar projetos de infraestrutura. A medida ocorre enquanto a economia chinesa luta para se recuperar da pandemia. Neste sentido, as boas notícias ainda são escassas, com Xangai relatando seu maior número de casos de vírus desde maio, o que aumentou as preocupações em torno de novos bloqueios.
4. Títulos em queda
Os títulos do Tesouro americano estenderam as quedas e os rendimentos de 10 anos chegaram a cair até 2,98%, uma vez que a queda na demanda colocou o mercado de títulos sob pressão. As ações europeias ampliaram os ganhos com o Euro Stoxx 50 subindo 1,59% às 9h, horário de Brasília. Os metais básicos subiram em meio ao apetite ao risco, com o cobre e o níquel subindo mais de 3%.
Os futuros de petróleo bruto e ouro à vista operavam em uma faixa estreita, enquanto o Bitcoin era negociado perto de US$ 20.500. Nos EUA, os futuros estavam ligeiramente altos nesta manhã depois que o S&P 500 registrou, ontem, três dias de ganhos consecutivos desde o final de maio.
5. Também hoje...
Os dados econômicos de hoje incluem os pedidos semanais de seguro-desemprego e a balança comercial de maio dos Estados Unidos, programados para às 9h30. Os banqueiros centrais estão relativamente ocupados hoje: Christopher Waller e James Bullard, do Fed, falam às 14h. Antes disso, estão programados os comentários de Klaas Knot, Yannis Stournaras, Mario Centeno e Constantinos Herodotou, além de Catherine Mann e Huw Pill do Banco da Inglaterra.
– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.
Veja mais em Bloomberg.com
Leia também
Rajeev Misra, chefe do Vision Fund, deixa cargo no Softbank
© 2022 Bloomberg L.P.








