São Paulo — A próxima quinta-feira (27) é decisiva para a companhia aérea chilena Latam (LTM), que está em processo de recuperação judicial desde maio de 2020 devido a uma dívida de US$ 18 bilhões. Nesse dia, a partir das 14h (horário de Brasília), o juiz do Tribunal de Falências dos EUA, James L. Garrity, inicia uma audiência para analisar a situação da gigante da aviação sul-americana. A data e o horário da audiência foram confirmados pelo site da corte do distrito sul de Nova York.
Quem está de olho nos passos de Garrity é a Azul Linhas Aéreas (AZUL4), que expressou desejo de adquirir a companhia chilena. Em novembro, a Latam apresentou um plano de reestruturação, mas um grupo de credores insiste que a proposta da companhia aérea brasileira de adquirir a concorrente seja considerada.
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“Os problemas enfrentados pela Latam Airlines aumentam a probabilidade de a companhia aérea chilena ser adquirida pela Azul”, comentaram, ontem (24), os analistas Victor Mizusaki, do Bradesco BBI, e José Cataldo, da Ágora Investimentos. Na nota, os analistas falavam sobre uma notícia publicada pelo jornal O Globo de que o banco chileno Estado entrou com um ação no tribunal de falências de Nova York para rejeitar dois contratos de leasing totalizando US$ 1,4 bilhão e 21 aeronaves.
“O Estado acredita que esses dois contratos de arredamento devem valer cerca de US$ 700 milhões. Caso esse pedido seja aceito pelo tribunal, a Latam poderá enfrentar dificuldades para que o plano de reestrutura seja aprovado”, citou a nota dos analistas sobre a notícia do jornal carioca.
Em outro comentário, enviado aos clientes na última quinta-feira (20), a dupla de analistas já tratava da notícia de que o banco chileno Estado está alegando que a proposta de plano de reestruturação da Latam beneficia apenas alguns credores e arrendadores, e eles podem estar recebendo mais do deveriam. Outros credores e o administrador judicial também estão, segundo o jornal carioca, recorrendo ao tribunal para ter direito a voto nesse processo.
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“De acordo com o jornal O Globo, essas mudanças podem corroer o apoio de 70% dos credores da Latam, consequentemente aumentando a probabilidade de a Azul assumir a companhia aérea chilena”, escreveu a dupla de analistas.
As duas instituições financeiras mantiveram a recomendação de compra para a ação da Azul (AZUL4), com preço-alvo de R$ 41.









