Bloomberg Línea — O palco do dia está reservado para o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Todos os olhares de traders se voltam para a decisão da taxa Selic, a partir das 18h30 (horário de Brasília). A expectativa é de que o comitê eleve a taxa básica de juros pela sétima vez seguida nesta quarta-feira (8), para 9,25%, ao repetir a dose de alta de 1,5 ponto percentual da reunião anterior.
O exterior também não ajuda a dar uma direção mais firme aos mercados, que oscilam entre leves altas e quedas no início do pregão. Nos Estados Unidos, os futuros dos índices têm leves altas, enquanto as bolsas europeias operam mistas.
A notícia de que uma terceira dose da vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech neutraliza a variante ômicron, conforme estudo das farmacêuticas, ajuda a amenizar preocupações e estimula a tomada de riscos.
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- Perto das 11h00, o Ibovespa operava em estabilidade, a 107.548 pontos
- O dólar caía 0,51%, a R$ 5,616, assim como os vencimentos dos juros. O DI para janeiro de 2023 recuava de 11,485% para 11,360%
- Nos EUA, o futuro do Dow Jones subia 0,10%, assim como do S&P 500, enquanto o do Nasdaq rondava a estabilidade
Contexto
Outro fator que está no radar dos mercados locais é a divulgação de dados decepcionantes do varejo brasileiro. Conforme o IBGE, as vendas no varejo surpreenderam negativamente ao exibir recuo de -0,1% na base mensal, frente expectativa de alta 0,6%.
O dado piora o cenário econômico, que já traz preocupações ao mercado, em dia de decisão de juros, com o cenário de inflação disparando.
A maior parte dos analistas avalia que o Banco Central manterá o tom mais duro e indicará novo aumento da Selic no mesmo ritmo para fevereiro, em razão da contínua piora das expectativas de inflação -- a estimativa para o IPCA na pesquisa Focus já está acima do teto da meta de 2022.
Em contrapartida, alguns economistas já veem espaço para o BC aliviar o discurso e indicar uma desaceleração do ritmo de alta para fevereiro, em razão dos dados fracos da economia.
Enquanto isso, o Tesouro Nacional se preparou para 2022 com munição robusta para gerir a dívida pública, ano de eleição presidencial. O colchão de liquidez brasileiro, que atingiu R$ 1,01 trilhão em outubro, deve terminar o ano ainda mais reforçado.
O valor pode chegar a R$ 1,1 trilhão no encerramento de 2021, segundo cálculos do ex-secretário do Tesouro Carlos Kawall, hoje diretor da Asa Investments, e do ex-chefe do Demab do BC Sergio Goldenstein, atual estrategista-chefe da Renascença. O volume está pouco abaixo da máxima histórica, de R$ 1,2 trilhão em agosto de 2021, e próximo ao total de vencimentos do Tesouro em 2022, de R$ 1,14 trilhão.









