Bloomberg Línea — Depois do pânico nos mercados acionários globais na última sexta (26) com a descoberta da variante ômicron na África do Sul, os investidores vão às compras hoje. Apesar das novas restrições de viagens em países da Europa e nos Estados Unidos causarem temores, declarações de especialistas dão conta de que a nova cepa, ainda que possa ser mais transmissível, apresenta sintomas não tão graves.
Os principais índices acionários europeus e os futuros americanos operam em alta, e os mercados brasileiros seguem a mesma tendência. Papéis ligados a viagens buscam recuperação, mas em menor intensidade que as quedas do último pregão.
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- Perto das 10h55, o Ibovespa subia 1,8%, a 104.050 pontos
- Petrobras (PETR4), PetroRio (PRIO3) e Vale (VALE3) eram as maiores contribuições para a alta do índice
- O dólar oscilava na primeira hora de pregão, e marcava queda de 0,12% a R$ 5,608 no mesmo horário, enquanto os vencimentos dos juros avançavam. O DI para janeiro de 2023 subia de 11,900% para 11,905%, enquanto o vencimento de janeiro de 2027 ia de 11,710% para 11,720%
- Nos EUA, os futuros do Dow Jones subiam 0,95%, do S&P 500, 1,07%, e do Nasdaq, 1,19%
Contexto
Ainda que estejam em clima de aproveitar barganhas, os mercados seguem atentos a desdobramentos e novas conclusões sobre a ômicron. Conforme Fernando Ferreira, estrategista chefe e Head do research da XP, “há razões para acreditar que as novas variantes do vírus não sejam tão impactantes para a economia global quanto observamos em 2020″.
Segundo o especialista, “o avanço e o sucesso da vacinação até agora, o fato que os cientistas já conhecem melhor o vírus - após mais de 2 anos de estudos e pesquisa - e os novos medicamentos aprovados recentemente no exterior para o tratamento da Covid-19″ ajudam a amenizar as tensões. Porém, “por outro lado, o fato de novas restrições severas de fronteiras já estarem sendo colocadas em prática já atrasa o plano de ‘normalização’ da economia global”.
Ainda é muito cedo para tirar conclusões sobre a variante Ômicron, pois várias dúvidas ainda persistem. Os próximos 15 dias serão muito relevantes, pois teremos mais dados e detalhes sobre a nova variante. Também saberemos a resposta dada por governos ao redor do mundo em relação à restrições. Uma conclusão já parece certa, a de que algum impacto sobre a economia global será inevitável.
Fernando Ferreira, estrategista chefe e head do research da XP









