Bloomberg — Singapura voltou a recomendar o trabalho remoto e apertou as regras ao permitir o encontro de no máximo duas pessoas em restaurantes ou outros ambientes. O governo tenta frear os casos de Covid-19, a maioria sem gravidade, que poderiam quadruplicar em duas semanas e sobrecarregar hospitais.
Alunos do ensino primário terão que retornar às aulas online. Singapura também decidiu oferecer doses de reforço a um grupo mais jovem além dos idosos, segundo anúncio na sexta-feira. As medidas, que entram em vigor a partir de 27 de setembro por cerca de um mês, parecem adiar a transição declarada do país para conviver com o coronavírus.
Autoridades de saúde esperam que os casos diários subam de 1.500 atualmente para cerca de 6.000, e o governo quer frear esse aumento e evitar medidas mais rígidas. Essa resolução pode ser testada em breve, embora quatro em cada cinco pessoas já tenham sido vacinadas em Singapura.
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“Foi uma decisão muito difícil, pois sabemos que isso afetaria muitas empresas e pessoas”, disse o Ministro do Comércio, Gan Kim Yong, um dos copresidentes da força-tarefa para a Covid. “Embora isso talvez não reduza o número de novos casos diários imediatamente, nos permitirá diminuir a velocidade do aumento e evitar sobrecarregar nossos profissionais de saúde.”
Singapura até agora permitia que até cinco pessoas com imunização completa comessem juntas em restaurantes e até dois indivíduos em centros de alimentação e cafeterias, independentemente do status de vacinação. Restrições nos locais de trabalho começavam a ser afrouxadas, e até metade dos funcionários de uma empresa tinha autorização para retornar aos escritórios.
O número de pacientes em terapia intensiva permanece baixo, somando 23 no total, mas a alta de casos leves começa a causar ansiedade em Singapura. Residentes se queixam de não poder entrar em contato com o Ministério da Saúde rapidamente sobre dúvidas e estão preocupados com o longo intervalo entre o teste positivo para Covid e o envio para uma unidade de recuperação.
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