Investidores miram justiça racial em títulos municipais dos EUA

Iniciativa reflete a influência crescente do investimento socialmente responsável para combater o aquecimento global ou promover mudanças sociais

Gestora Blackrock está entre as que buscam viabilizar investimentos socialmente responsáveis para combater o aquecimento global ou promover mudanças sociais
Por Danielle Moran
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Bloomberg — Alguns dos maiores compradores em Wall Street de títulos públicos estaduais e municipais dos Estados Unidos começam a fazer perguntas sobre igualdade racial.

Cinco gigantes de investimento - BlackRock, Goldman Sachs Asset Management, Lord, Abbett & Co., Morgan Stanley Investment Management e Vanguard - trabalham com dois subscritores que pertencem a minorias, o Loop Capital Markets e o Siebert Williams Shank & Co., para desenvolver e distribuir um questionário aos governos antes que novas emissões de títulos sejam fechadas. O formulário terá perguntas sobre políticas de policiamento, esforços para combater a desigualdade com base em raça, serviços sociais e a demografia da força de trabalho nos governos, entre outros tópicos.

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“A pandemia trouxe à tona uma ampla gama de desigualdades em nossa sociedade, e é importante entender como todos estão trabalhando nisso”, disse Daniel Solender, chefe de títulos municipais da Lord, Abbett, que administra cerca de US$ 36 bilhões desse tipo de notas.

“Queremos nos envolver: podemos fazer perguntas, podemos comparar diferentes emissores sobre o que estão fazendo”, disse Solender. “É importante sabermos em que estamos investindo.”

A iniciativa reflete a influência crescente do investimento socialmente responsável, por isso, fundos de Wall Street estão ansiosos para atender investidores que buscam aplicar seu capital para combater o aquecimento global ou promover mudanças sociais.

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O setor tem feito incursões no mercado de títulos municipais de US$ 4 trilhões, um segmento que atrai investidores em busca de rendimento isento de impostos.

Mas o mercado tem um alcance amplo que chama a atenção de ativistas, uma vez que financia de tudo, como hospitais, sistemas de água, estádios esportivos e acordos judiciais para vítimas de brutalidade policial. E os próprios governos começaram a cortejar investidores éticos: emitiram um recorde de US$ 10 bilhões da chamada dívida social no acumulado do ano e frequentemente colocam rótulos verdes em emissões de dívida que financiam transporte público, edifícios eficientes em energia e outros projetos com benefícios ambientais.

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