Mercado brasileiro deve acalmar pós-Copom, com exterior ameno: Principal do dia

Breakfast: Decisões de política monetária no Brasil e nos EUA ajudam a aliviar a aversão ao risco, que ainda mantém os acertos políticos no radar

Mercados se recuperam após sell-off com Evergrande
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Bloomberg Línea — Os mercados internacionais tinham um início de quinta-feira (23) ameno, após o Federal Reserve (Fed) seguir a cartilha e anunciar que a redução dos estímulos econômicos deve ter início em novembro e se estender até 2022. O recado ficou em linha com as expectativas dos investidores e ajudou a mitigar a aversão ao risco, ainda que a chinesa Evergrande permaneça no radar no dia em que vencem dívidas de US$ 36 milhões com credores.

Veja mais: Fed e acerto de Evergrande com credores atenuam incertezas do mercado

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Por aqui, os mercados de juros e câmbio devem reagir ao recado do Comitê de Política Monetária, o Copom, que dividiu a reação de economistas. Segundo a Bloomberg, em compilado de reações, de um lado, alguns leram o comunicado como dovish, porque o BC não indicou aceleração do ritmo de alta da Selic. Para outros, o Copom foi hawkish ao afirmar que o ciclo de aperto deve avançar no “território contracionista”, sinalizando que não há restrição para a taxa de juro final.

  • Futuros americanos sobem, com Dow Jones (+0,51%), S&P 500 (+0,56%) e Nasdaq (+0,59%)
  • Bolsas asiáticas fecharam mistas, com Tóquio/Nikkei 225 (-0,67%), Hong Kong/Hang Seng (+0,38%) e Xangai (+0,17%)
  • Por aqui, na segunda, o Ibovespa fechou em alta de 1,29%, aos 112.282,3 pontos. O dólar fechou em alta de 0,38%, a R$ 5,29.

Direto de Brasília (e outros lugares)

O Senado aprovou ontem a PEC da minirreforma eleitoral. Coligações em eleições proporcionais, aprovadas pela Câmara, foram derrubadas. PEC será promulgada e vale para o ano que vem.

Depois do ministro Marcelo Queiroga (Saúde) receber o teste positivo para Covid-19, Jair Bolsonaro deve despachar até sábado do Alvorada, sua residência oficial. Queiroga está em quarentena em Nova York.

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Pesquisa IPEC (instituto formado por ex-executivos do Ibope): Lula 48%, Bolsonaro 23%; Ciro Gomes 8%, João Doria e Mandetta, 3% cada.

O diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Junior, admitiu ontem à CPI que a empresa orientou seus médicos a mudarem os prontuários dos pacientes, trocando o código da Covid-19 para o de outras doenças.

O Brasil registrou 36.473 novos casos de Covid-19 e 876 mortes em 24 horas, segundo o Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, 592.357 brasileiros morreram vítimas da doença.

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Enquanto você dormia

Sabia que vinte dos 50 municípios brasileiros com os maiores valores de produção agrícola ficam no Mato Grosso? Seis ficam na Bahia e seis de Mato Grosso do Sul. Juntos, eles geraram R$ 106,9 bilhões, ou 22,7% do valor total da produção agrícola do país. Veja as principais cidades aqui.

As manchetes dos jornais:

  • Valor: Aperto tem bom ritmo, mas pode se alongar
  • Folha: Estudo da Prevent não prova que cloroquina funciona contra Covid, diz fundador da empresa
  • Estadão: Ministério da Saúde recua e volta a recomendar vacinação para adolescentes de 12 a 17 anos
  • O Globo: CPI vai usar depoimento de empresário para avançar em denúncias contra líder do governo Bolsonaro
  • NYT: After F.D.A. Approval, C.D.C. Is Set to Decide Who Qualifies for Booster Shots
  • WSJ: China Makes Preparations for Evergrande’s Demise
  • Washington Post: EPA finalizes first new climate rule under Biden, targeting refrigerants

Agenda do dia

Indicadores EUA: Índice de Atividade Nacional Fed Chicago (9h30); Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego (9h30); PMI Composto, Serviços e Industrial (10h45)

  • Jair Bolsonaro: Reunião com Pedro Cesar Sousa, Subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência (14h30)
  • Paulo Guedes (Economia): Reunião com o secretário Especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal (12h); reunião com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque (15h30); reunião com o ministro Interino da Saúde, Rodrigo Cruz (17h30)
  • Roberto Campos Neto (Banco Central): Despachos internos em Brasília

--Com colaboração de Michelly Teixeira