Ativos abrem a Super-Quarta em alta, à espera de decisões de juros

Barganhas após fortes recuos nos últimos dias, melhora nas perspectivas para Evergrande e expectativas por reuniões dos bancos centrais levam investidores às compras

Alta das commodities garante a alta dos índices domésticos e externos
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São Paulo — A redução das preocupações de calote da incorporadora chinesa Evergrande deixaram os investidores globais mais tranquilos para irem às compras no início da sessão de hoje (22), que tem agenda cheia. A chamada Super-Quarta traz decisões de juros nos Estados Unidos, às 15h00 - horário de Brasília - e a partir das 18h30 no Brasil. Por lá, a fala do presidente do banco central americano, Jerome Powell, às 15h30, também será acompanhada de perto. O mercado buscará pistas sobre os planos do Federal Reserve de reduzir as compras de ativos, iniciadas para reforçar a economia do país na pandemia.

As ações nos Estados Unidos e na Europa subiam, enquanto os títulos do Tesouro e o dólar pouco mudam. Os setores financeiro e de energia lideram os ganhos no S&P 500, que havia caído por quatro pregões consecutivos.

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Papéis ligados a recursos básicos e energia estavam entre os principais ganhos no Stoxx Europe 600, à medida que os preços das commodities se estabilizaram depois que Pequim se moveu para conter os temores de uma espiral de crise da dívida em Evergrande, que poderia devastar a demanda do setor imobiliário.

Veja mais: O que é a Super-Quarta e como ela afeta os mercados brasileiros

Por aqui, a expectativa é de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anuncie mais um aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, para 6,25%, conforme pesquisa Bloomberg com economistas. O BC também deve reconhecer agravamento do cenário para a inflação, que já provoca previsões de Selic acima de 9% no final do ciclo. A inflação implícita de um ano está em 6,6%, perto do maior nível desde março de 2019, e a pesquisa Focus traz projeção para o IPCA acima do centro da meta também para 2022.

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  • Perto das 10h40, o Ibovespa subia 1,93%, a 112.372 pontos
    • Os papéis relacionados a commodities eram as maiores contribuições de alta do índice, com o dia mais favorável aos materiais básicos em todo o globo. Vale (VALE3) subia 5,66%, Petrobras (PETR4), 2,90%, Usiminas (USIM5), 9,84% e Gerdau (GGBR4), 6,63%

Veja mais: Petróleo sobe com sinais de queda nos estoques dos EUA

  • O dólar e juros avançavam, em ritmo de espera pelas decisões de juros. O câmbio operava em alta de 0,25%, a R$ 5,29. O DI para janeiro próximo subia 2,5 pontos-base, para 7,125%, enquanto o juro para janeiro de 2027 operava em estabilidade, a 10,250%, após iniciar o pregão em alta
  • Nos EUA, o S&P 500 sobe 0,46%, o Dow Jones, 0,64%, e o Nasdaq, 0,32%

Contexto

Do lado da política doméstica, o debate em torno do Auxílio Brasil e dos precatórios segue no radar dos investidores, em busca de sinalizações de que o governo ainda pretende cumprir com o teto de gastos. Conforme o Ministério da Economia, o benefício passará a valer a partir de novembro como um substituto do Bolsa Família, e o valor mensal provavelmente será de R$ 300.

Paralelamente, o episódio envolvendo o resultado positivo do ministro da Saúde Marcelo Queiroga também segue monitorado de perto, já que pode deixar as relações externas do país ainda mais turvas, principalmente após o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU ontem (21), mal recebido lá fora.

-- Com informações da Bloomberg News