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Cripto

Banco Central observa regras de cripto à medida que aumenta o interesse dos investidores

Campos Neto diz que há conversas em andamento com a CVM para se adaptar a um novo ambiente em que criptomoedas coexistam com ferramentas como o Pix

“O mercado financeiro está mudando tanto que tudo está virando dados. Precisamos remodelar o mundo da regulamentação”
Por Maria Eloisa Capurro
20 de Agosto, 2021 | 12:17 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O presidente do banco central do Brasil, Roberto Campos Neto, disse na última quinta-feira (19) que as regulamentações locais precisam atender melhor às necessidades dos investidores em criptomoedas, e que atuam para ficar ao lado de plataformas de pagamento instantâneo.

“Isso surge de uma necessidade que as pessoas têm de que os pagamentos sejam muito rápidos, abertos, seguros e com transparência em todos os sentidos”, disse Campos Neto em evento organizado pelo Conselho das Américas.

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Desde que assumiu seu cargo em 2019, Campos Neto tem pressionado para tornar o setor financeiro do Brasil mais experiente tecnologicamente. O país está realizando workshops com economistas e acadêmicos em meio a trabalhos sobre uma versão digital do real. No ano passado, o banco lançou sua própria plataforma de pagamento instantâneo, o Pix, que agora tem mais de 96 milhões de usuários em uma população de 213 milhões.

Veja mais: Campos Neto diz que tem observado muitos ruídos fiscais e em torno do Bolsa Família

Campos Neto disse que há conversas em andamento com a CVM para se adaptar a um novo ambiente em que criptomoedas coexistam com ferramentas como o Pix. No início de agosto, o programa de pagamento atingiu o recorde de 40 milhões de transações em apenas um dia.

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Ao mesmo tempo, os formadores de políticas estão “preocupados” que, até agora, as criptomoedas tenham mostrado mais crescimento como uma ferramenta de investimento do que um sistema de pagamento geral, disse ele.

“Precisamos estar atentos a isso”, disse Campos Neto. “O mercado financeiro está mudando tanto que tudo está virando dados. Precisamos remodelar o mundo da regulamentação.”

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