São Paulo — O dólar futuro oscilava na manhã desta quarta-feira (11), com viés de alta perto das 10h30, após dados da inflação americana de julho mostrarem um avanço em linha com o esperado, tirando parte da apreensão de que o Federal Reserve, o banco central americano, possa acelerar a retirada dos estímulos monetários da pandemia - ou seja, voltar a subir juros.
- Às 10h35, o dólar subia 0,05%, a R$ 5,1936, em manhã bastante volátil
- A curva de juros acompanhava o alívio no exterior e caía em bloco, com o contrato para janeiro de 2022 recuando um ponto-base para 6,490%
- Ajudando a derrubar os contratos estão os dados para o varejo brasileiro de junho, que recuaram 1,7% na base mensal, contra a expectativa de alta de 0,05%, de acordo com consenso Bloomberg.
POR QUE ISSO É IMPORTANTE? Uma inflação menos agressiva nos EUA pode representar menos pressão para que o Fed suba as taxas de juros antes do previsto, em meados de 2023. O presidente da autarquia, Jerome Powell, e outros dirigentes seguem apostando em uma retomada mais lenta da economia do que parte do mercado acredita.
- O Índice de Preços ao Consumidor americano teve alta mensal de 0,5% em junho, em linha com a expectativa
- Nas últimas 52 semanas, o indicador acumulou alta de 5,3%, abaixo do consenso Bloomberg de 5,4%
- O núcleo da inflação, observado atentamente pelo mercado, subiu 0,4%, contra expectativa de 0,3%
Bolsa recua com peso de BR Distribuidora
Os papéis da BR Distribuidora lideram as perdas do índice em peso, após divulgação do resultado na véspera que decepcionou as estimativas de lucro. O mercado ainda opera com atenção às tensões políticas, principalmente aos ataques do presidente Jair Bolsonaro a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF). Após a Câmara derrubar o projeto de emenda constitucional do voto impresso, o líder do Executivo voltou a criticar a confiabilidade das eleições. Os dados do varejo também pesam no sentimento.
- Perto das 11h00, o Ibovespa caía 0,68%, a 121.366 pontos
- Qualicorp ON (QUAL3) é o maior recuo percentual, caindo 8,32%; a companhia também divulgou balanço ontem que decepcionou expectativas
- CSN ON (CSNA3) lidera a ponta oposta, subindo 2,33%
- Na agenda de balanços da noite, destaque para B3, JBS, Eletrobras e Oi
- Nos Estados Unidos, as bolsas avançam, após dados de inflação dentro do esperado. O S&P 500 sobe 0,23%, o Nasdaq, 0,10% e o Dow Jones, 0,48%.










