Emprego nos EUA acelera em julho e taxa de desemprego recua, segundo Payroll

Registro veio acima da estimativa Bloomberg com economistas para o mês, mas ainda está bem abaixo dos níveis anteriores à pandemia

Indústria de lazer e hotelaria foram destaques de criação de empregos no mês
Por Olivia Rockeman
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Bloomberg — Os Estados Unidos registraram nesta sexta-feira (6) a maior aceleração de crescimento do mercado de trabalho em quase um ano, conforme dados do Payroll de julho, e um recuo na taxa de desemprego, ilustrando um impulso adicional para o mercado de trabalho ainda às voltas com os desafios de contratação.

O Payroll avançou para 943.000 no mês passado, depois de um aumento revisado para cima de 938.000 em junho, conforme o Departamento do Trabalho americano divulgou hoje. A estimativa média em pesquisa da Bloomberg com economistas apontava para um ganho de 870.000. A taxa de desemprego caiu para 5,4%.

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As folhas de pagamento do governo adicionaram 240.000 empregos ao número principal. As folhas de pagamento privadas tiveram um ganho constante.

O ressurgimento da atividade econômica gerou um aumento na demanda por trabalho - principalmente na indústria de lazer e hotelaria - desde o início do ano. Ao mesmo tempo, as folhas de pagamento permanecem bem abaixo dos níveis anteriores à pandemia e muitos empregadores têm lutado para preencher um número recorde de cargos vagos.

Os números marcam mais um passo em direção à meta do Federal Reserve de um progresso “substancial” na recuperação do mercado de trabalho. Funcionários do Fed, incluindo o presidente Jerome Powell e a diretora Lael Brainard, indicaram que a recuperação do mercado de trabalho ainda tinha um caminho a percorrer antes que o banco central pudesse começar a reduzir as compras de ativos.

O diretor do Fed, Christopher Waller, disse esta semana que se os próximos dois relatórios mensais de emprego mostrarem ganhos contínuos, ele poderia apoiar tal movimento.