Revolução nos investimentos: Analistas quantitativos estão chegando, mas ainda vagarosamente

Plataformas eletrônicas como a MarketAxess e a Tradeweb representaram 37% das negociações com grau de investimento

Fundos quantitativos ganham mais adeptos
Por Katie Greifeld
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(Bloomberg) Houve alguns acontecimentos interessantes na estrutura do mercado de renda fixa durante o um ano e meio de pandemia. Conforme as crônicas de Justina Lee, da Bloomberg News, a negociação eletrônica de títulos aceleraram e muito nos últimos 16 meses – convencendo os analistas quantitativos de que este é seu momento.

Conectar o mercado de títulos tem sido mais difícil que o mercado de ações, porque a renda fixa é notoriamente complicada. Os traders ainda fazem coisas estranhas, como fazer negócios pelo telefone, enquanto os títulos individuais podem não ser negociados por semanas ou meses, limitando a liquidez. Faça a comparação com o mercado de ações, no qual basta um clique e os spreads de compra e venda são minúsculos. Isso pode dificultar até as tarefas mais básicas da análise quantitativa, como a aquisição de fato dos títulos que o algoritmo oferece.

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Contudo, sinais indicam que as coisas vão mudar. Dados da Coalition Greenwich mostram que plataformas eletrônicas como a MarketAxess e a Tradeweb representaram 37% das negociações com grau de investimento e 26% das negociações de alto rendimento em maio – esmagadores oito pontos percentuais a mais que no ano anterior. Em meio ao aumento, as posições de crédito compradas e detidas por analistas quantitativos dobraram desde 2018, de acordo com dados do Man Group – ultrapassando o crescimento de 20% de outros gestores de ativos.

Claro que é importante não exagerar esses números. Essas posições compradas totalizam cerca de US$ 23 bilhões, afirma o Man Group, em comparação com US$ 537 bilhões para outros gestores. O trabalho humano continua sendo importante nas negociações de renda fixa, motivo pelo qual Asita Anche, do Barclays, está produzindo algoritmos e análise de dados para traders que preferem trabalhar analogicamente.

“O futuro não será algoritmos tomando o lugar de humanos”, afirmou Anche, chefe de formação de mercado sistemático e ciência de dados, a Justina Lee. “E sim humanos com desempenho aprimorado pelos algoritmos e pela automação”.

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O ágio do trabalho humano pode ajudar a explicar por que a demanda por fundos negociados em bolsa de títulos smart beta – majoritariamente geridos de maneira passiva – são virtualmente inexistentes. Mesmo com o aumento da demanda por ETFs de dívida, esses fundos comandam apenas cerca de US$ 50 bilhões em ativos. Enquanto isso, ETFs de ações smart-beta detêm cerca de US$ 1,4 trilhões.

“Os assessores ainda terão muita fé em gestores de títulos. Eles tendem a visualizar os gestores de títulos como pessoas com habilidades extras”, afirmou o analista Eric Balchinas da Bloomberg Intelligence. “Elas visualizam o mercado de ações como um jogo de damas e o mercado de títulos como um jogo de xadrez”.

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