Após esforço bilionário, Meta lança modelo de IA para competir com ChatGPT e Claude

Após reestruturação multibilionária e 14 meses de desenvolvimento, empresa diz ter atingido a ‘fronteira da IA’ com modelo focado em agentes pessoais; ações sobem

Signage at Meta headquarters in Menlo Park, California, US, on Wednesday, Aug. 26, 2026. Meta Platforms Inc. said it agreed to pay up to $18 billion in landmark settlements to resolve allegations from multiple US states that the company deliberately designed Facebook and Instagram to encourage compulsive use among young users. Photographer: Josh Edelson/Bloomberg
Por Riley Griffin
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Bloomberg — A Meta lançou nesta segunda-feira (12) um modelo de inteligência artificial altamente aguardado, um marco que testará se seu esforço multibilionário para reformular sua divisão de IA aprimorou a tecnologia o suficiente para competir entre os líderes do setor.

O novo modelo, chamado Muse Wonder, é o mais capaz da empresa desde que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, reestruturou as operações de IA por meio de uma agressiva campanha de contratações que colocou novos talentos no comando.

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Conhecido internamente pelo codinome “Watermelon” (Melancia), a empresa afirma que o modelo representa um grande salto em relação aos seus antecessores, apresentando “capacidades de fronteira” que, segundo seus executivos, o colocam em pé de igualdade com o ChatGPT, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic, em tarefas de programação ou na resolução de questões financeiras e jurídicas.


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Pode ser difícil comparar modelos de IA, já que alguns se saem melhor em determinadas tarefas e piores em outras, e os parâmetros de benchmarking podem ser manipulados e não refletem necessariamente o desempenho da tecnologia no mundo real.

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No entanto, se as alegações da Meta se sustentarem em testes externos e o Muse Wonder ganhar tração entre pesquisadores e desenvolvedores, isso marcará uma reviravolta significativa para a empresa, cujos modelos no ano passado não empolgaram o Vale do Silício.

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“Estes são modelos de fronteira genuínos. Acreditamos de fato que eles são competitivos com os melhores modelos do mercado e, em particular, estado da arte em tarefas de agentes pessoais e profissionais”, disse o chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, em entrevista nesta segunda-feira. Para os céticos sobre a empresa ter desenvolvido um modelo de ponta, Wang disse: “Eu diria às pessoas que elas deveriam experimentar e julgar por si mesmas.”

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As ações da Meta subiram até 4,7% após o anúncio. Os papéis acumulam alta de quase 9% neste ano até o fechamento de sexta-feira.

Nos últimos 14 meses, Zuckerberg redirecionou os esforços da empresa para avançar na corrida da IA, inclusive comprometendo centenas de bilhões de dólares na construção da infraestrutura necessária para suportar os modelos e recrutando Wang — como parte de um investimento de US$ 14 bilhões na Scale AI — para liderar a nova unidade de IA.

Wang afirmou que a Meta tentou se diferenciar dos concorrentes ao focar em modelos de grande porte para casos de uso amplos voltados ao consumidor final.

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No mês passado, a Meta revelou um agente pessoal de IA conhecido como Muse, projetado para ajudar nas tarefas e obrigações do dia a dia. O novo modelo em breve alimentará a versão por assinatura desse aplicativo.

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“Acho que o restante do ecossistema esteve muito focado em agentes de programação”, disse Wang. “Acreditamos genuinamente que adotamos um foco diferenciado para fazer o caso de uso de agente pessoal realmente se destacar.”

Por enquanto, o Muse Wonder está disponível para desenvolvedores por meio da Meta Model API e do Muse Code.

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