Capital de risco bate recorde global de US$ 698 bi, mas LatAm e Brasil ficam para trás

Apenas 299 cheques de mais de US$ 100 milhões concentraram 80% do montante no 3º trimestre; no Brasil e na América Latina, número de transações despenca ao menor patamar da série

Tráfico en la Avenida Paulista, en el distrito financiero de São Paulo, Brasil, el miércoles 27 de mayo de 2026. Es probable que la economía brasileña haya repuntado en el primer trimestre tras estancarse en la segunda mitad de 2025.
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Bloomberg Línea — O capital de risco global chegou ao fim do terceiro trimestre com US$ 698 bilhões investidos em 2026, o maior volume já registrado em um ano, segundo o relatório State of Venture da CB Insights. O dinheiro, porém, está concentrado em poucas operações: das 6.913 rodadas fechadas entre julho e setembro, apenas 299, de US$ 100 milhões ou mais, somaram US$ 149,2 bilhões, cerca de 80% dos US$ 187,2 bilhões do período.

A OpenAI liderou com US$ 10 bilhões, seguida por Databricks e Safe Superintelligence, com US$ 5 bilhões cada, enquanto o número total de negócios recuou 23% em relação ao trimestre anterior. O porte médio das rodadas em 2026 chegou a US$ 49,8 milhões, mais que o dobro dos US$ 23 milhões de 2025.

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Os Estados Unidos concentraram US$ 111,1 bilhões do total e a Europa, US$ 31,5 bilhões, o melhor trimestre da região desde o segundo semestre de 2022. A América Latina ficou à margem desse movimento, com 2% das rodadas globais.

As startups da região captaram cerca de US$ 700 milhões em 114 rodadas no trimestre, menos da metade dos US$ 1,5 bilhão em 134 negócios do segundo trimestre e bem abaixo dos US$ 1,8 bilhão em 219 operações do terceiro trimestre de 2025.


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O número de transações é o menor da série trimestral da CB Insights, iniciada em 2022. No Brasil, o recuo foi ainda mais acentuado: cerca de US$ 300 milhões em 59 rodadas, ante US$ 400 milhões em 83 no trimestre anterior e US$ 1,1 bilhão em 143 um ano antes.

Apenas uma rodada ultrapassou US$ 100 milhões na região: a Série C de US$ 129 milhões da colombiana Erco Energia, do setor de energia solar, fechada em agosto com Augment Infrastructure, Axon Partners Group e Norfund, entre outros.

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Na sequência vieram a Série D de US$ 86 milhões da também colombiana Addi, com BTG Pactual, GIC e Monashees, e a Série D de US$ 70 milhões da brasileira A5X, avaliada em US$ 525 milhões, com Goldman Sachs, Kaszek e Morgan Stanley.

A mexicana Yuno levantou US$ 45 milhões em uma Série B que reuniu Andreessen Horowitz, Kaszek, Monashees e Tiger Global.

No Brasil, a lista das maiores rodadas do trimestre inclui ainda a Série A de US$ 43 milhões da Kadig, que não revelou os investidores, a Série D de US$ 29 milhões da Flash, com Battery Ventures e Endeavor Catalyst, o aporte corporativo minoritário de US$ 25 milhões no Biocor Instituto, feito pela Atlântica Hospitais e Participações, e a Série C de US$ 20 milhões do Mercado Bitcoin, com Tether e SoftBank.

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Os estágios iniciais responderam por 71% das rodadas latino-americanas em 2026 até aqui, contra 81% em 2022, e o estágio avançado por 7%.

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A Kaszek foi a investidora com presença em mais empresas no trimestre, cinco, à frente da Norte Ventures, com quatro. Nas saídas, as fusões e aquisições envolvendo empresas da região somaram 67, contra 90 no segundo trimestre e 95 um ano antes, além de uma oferta pública inicial.

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