O impacto da nova Venezuela para a China

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Bom dia! Este é o Breakfast, o seu primeiro gole de notícias
05 de Janeiro, 2026 | 07:05 AM

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A intervenção de choque dos EUA na Venezuela provavelmente sufocará os fluxos de petróleo para a China, embora o impacto de curto prazo seja atenuado pelos grandes volumes de petróleo sancionados armazenados em alto-mar.

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A China é a principal compradora de petróleo bruto do país sul-americano, mas esse comércio agora parece estar em perigo após a tomada do líder venezuelano Nicolas Maduro no fim de semana.

Donald Trump disse em entrevista no sábado (3) que os EUA vão administrar o país e que empresas americanas vão reconstruir seu setor petrolífero e vender uma “grande quantidade” para compradores globais, incluindo clientes atuais e novos, mas que não incluirá a China, segundo o secretário de Estado, Marco Rubio.

As remessas venezuelanas representaram apenas 4% das importações de petróleo da China em 2025, mas a nação sul-americana fornece um tipo exclusivo de petróleo bruto com alto teor de enxofre e lama que é usado para produzir betume, que é vital para a construção civil e rodoviária.

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Em paralelo, o principal órgão regulador financeiro da China pediu a seus bancos de apólices e outros grandes credores que informassem sua exposição a empréstimos para a Venezuela, na esteira da queda de Maduro à frente do país.

⇒ Leia mais: Perda de acesso ao petróleo da Venezuela terá impacto variado sobre a China

Nicolás Maduro e Xi Jinping

No radar dos mercados

O ouro e o dólar operam em forte alta, enquanto o petróleo recua na manhã desta segunda-feira (5), com investidores em busca de ativos considerados mais seguros após a tensão geopolítica causada pela captura de Maduro pelos EUA.

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- Venezuela no radar de investidores.Para o gestor Ben Cleary, da Tribeca Investment Partners, o país representa uma rara oportunidade após o ataque que sofreu dos EUA. Cleary disse que considera alocar até 10% do capital em ativos locais, ampliando apostas em recursos naturais e crédito privado.

- Boom de renováveis pressiona energia.A rápida expansão das energias renováveis na Europa em 2025 levou a um aumento recorde de “preços negativos” de eletricidade. Segundo a BloombergNEF, esse cenário deve persistir em 2026, pressionando receitas das renováveis e ampliando a volatilidade do mercado.

- Hon Hai cresce além da expectativa. As vendas trimestrais da principal parceira de montagem de servidores da Nvidia avançaram 22%, acima das expectativas, ante o impulso da corrida global para a construção de data centers. Apesar do desempenho, investidores seguem cautelosos diante da possibilidade de uma bolha de IA.

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Ações globais 05/01/25
🔘 As bolsas na sexta (02/01): Dow Jones Industrials (+0,66%), S&P 500 (+0,19%), Nasdaq Composite (-0,03%), Stoxx 600 (+0,67%), Ibovespa (-0,36%)

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