Bloomberg Línea — Nativa digital, numa época que esse termo ainda era novo, a Insider cresceu pelas redes sociais, com propagandas em podcasts, vídeos no Youtube e o uso de influenciadores. Em anúncios, a marca divulga camisetas com tecidos tecnológicos que desamassam no corpo, não desbotam e trazem conforto térmico. Criada em 2017, a marca faturou mais de R$ 500 milhões no ano passado e estima chegar aos R$ 800 milhões em 2026.
Foi o último ano em que a Insider operou, basicamente, no digital. Nesta sexta-feira, 9, a marca inaugura a sua primeira loja física conceito no MorumbiShopping, em São Paulo, com 87 metros quadrados.
A unidade recebeu cerca de R$ 2 milhões em investimentos. Em poucas semanas, a marca deve abrir as portas da segunda unidade, no Rio de Janeiro, no Shopping Leblon, prevista para o dia 31 de outubro.
As duas primeiras lojas são parte de uma estratégia que pode levar a marca a ter cerca de 10 lojas até o fim de 2027. O capital para financiar a iniciativa virá do caixa próprio.
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Também nos últimos meses a Insider abriu uma nova frente e começou a oferecer os seus produtos em outros varejistas, ampliando os canais de venda.
“O varejo físico vem como esse canal que vai complementar a experiência, a nossa jornada e apresentar novos produtos, facilitar a compra e troca”, Yuri Gricheno, cofundador da Insider, à Bloomberg Línea, ao comentar que a Insider não prevê um movimento agressivo de abertura de lojas. “Nós não temos a necessidade de abrir em todos os lugares. Queremos criar confiança e experiência positiva com os clientes”.
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O experimento que que apoiou a entrada no varejo foi a abertura de uma pop-store no próprio MorumbiShopping, que funcionou de outubro a dezembro do ano passado.
Com a meta de faturar R$ 8 mil por dia, segundo a empresa, a unidade superou os R$ 20 mil diários. Nos fins de semana, bateu R$ 100 mil e, nos melhores dias, R$ 130 mil. E quatro em cada dez clientes atendidos por semana eram novos para a marca.

O desempenho animou Yuri e a co-fundadora Carol Matsuse a dar o passo que adiaram por quase uma década. “Nós conseguimos trazer uma experiência para o físico, as pessoas conhecerem os tecidos, tocar, sentir”, disse Yuri. “Foi super positiva do ponto de vista da experiência do cliente”.
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A loja também deve servir para corrigir uma percepção. Associada por muitos consumidores às camisetas, a Insider tem ainda outros produtos na lista dos campeões de venda. Entre os itens mais vendidos estão casacos femininos, as próprias camisetas masculinas, tops e calças pantalona feminina.
O perfil dos produtos acompanha uma mudança no perfil dos consumidores da marca, criada apenas com itens masculinos. “Hoje nós já temos o segmento feminino maior do que o masculino em muitos meses do ano”, afirmou o CEO. E a tendência, segundo ele, é de avanço das peças femininas, em linha com as métricas de mercado.
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A aposta no varejo físico procura atrair também um novo público, para além da base atual de 2 milhões de clientes da marca, e “destravar” oportunidades de negócio. “O varejo físico é uma peça fundamental, mas temos muito o que trabalhar também na comunicação, produto, portfólio e na distribuição”, disse.
Dados de mercado apontam que mais de 80% das vendas de moda continuam sendo feitas no varejo físico.







