Flávio Bolsonaro recebe apoio do PP e do União Brasil para o segundo turno

Partidos do centrão, que tinham ficados neutros no primeiro turno, declararam apoio ao candidato após o resultado da votação no domingo

Brazilians Vote In Tightly Contested Presidential Race
Por Daniel Carvalho - Augusta Saraiva
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Bloomberg — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) recebeu nesta quarta-feira (7) o apoio de dois partidos de centro-direita, um dia depois de obter o endosso de um ex-adversário, reforçando a campanha antes de um segundo turno apertado.

União Brasil e Progressistas, conhecido como PP, declararam apoio ao candidato, disse a senadora Tereza Cristina Dias a jornalistas em Brasília. Flávio afirmou que respeitará a Constituição e a política do país e também prometeu cumprir apenas um mandato como presidente se for eleito no segundo turno de 25 de outubro.

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“Vai ter estabilidade, vai ter paz para todo mundo trabalhar, vai ter respeito à Constituição, vai ser o normal”, disse Flávio a jornalistas. “O Brasil vai voltar ao normal.”


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Flávio busca consolidar apoios e rebater críticas sobre a falta de experiência de governo antes de enfrentar o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno.

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Na terça-feira (6), o senador recebeu o apoio do ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado e disse também ter se reunido com integrantes dos partidos de centro Republicanos e Podemos. A campanha espera concluir até quinta-feira as negociações para obter o apoio dos partidos políticos.

Leia também: Flávio Bolsonaro recebe apoio de Caiado para enfrentar Lula no segundo turno

Os apoios podem ser importantes no segundo turno, já que Flávio ficou a menos de três pontos percentuais da maioria absoluta necessária para vencer a disputa pela Presidência no primeiro turno, realizado no domingo.

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Na terça-feira, Flávio disse que poderia usar uma maioria no Congresso para alterar a Constituição caso se torne presidente. A eleição resultou em um Congresso mais à direita, o que aumenta a possibilidade de obter maioria tanto no Senado quanto na Câmara e eleger os presidentes das duas Casas, afirmou.

Nesta quarta-feira, ele citou reformas do Judiciário, tributária e da segurança pública, além de uma mudança para limitar os presidentes a um único mandato, entre as políticas que pretende adotar e que exigiriam emendas constitucionais.

-- Com a colaboração de Gabriel Teixeira de Melo.

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