Eurasia reduz de 70% para 60% a chance de vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno

Consultoria vê avanço de Lula na reta final da campanha e vantagem do senador próxima de 2 pontos; debate desta sexta-feira (23) pode definir a disputa, segundo o relatório

Brasil
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Bloomberg Línea — A Eurasia reduziu de 70% para 60% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, marcado para domingo (25), segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (23).

Para a consultoria de risco político, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu a distância em relação ao senador nos últimos dias antes da votação.

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Pela média das pesquisas calculada pela Eurasia, a vantagem de Flávio em votos válidos caiu para 1,9 ponto percentual, ante 2,6 pontos.

O Datafolha mostrou empate entre os dois candidatos, depois de registrar vantagem de 2 pontos para Flávio na semana passada. O Indexa apontou queda da diferença de 2 para 1,2 ponto. Das quatro pesquisas divulgadas nesta sexta, de Real Time, Alfa, Vox e Ipespe, duas mostraram avanço de Flávio, uma indicou estabilidade e a quarta apontou disputa mais apertada.


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A Eurasia avalia que as pesquisas tendem a superestimar Lula em cerca de 1 ponto, já que os eleitores que deixam de votar se concentram mais à esquerda. Com esse ajuste, a vantagem do senador fica pouco acima de 2 pontos. Um modelo baseado só no tamanho da diferença daria a Flávio cerca de 70% de chance. A consultoria, porém, considera que a tendência da campanha pesa contra ele.

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Segundo o relatório, várias pesquisas mostram alta da aprovação de Lula e da rejeição de Flávio. A Eurasia atribui parte do movimento às críticas da campanha petista, que acusa o senador de ter vínculos com milícias e de pretender cortar programas como o Bolsa Família e o Pé-de-Meia.

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As promessas de passe livre no transporte público e de um Pé-de-Meia universitário, além da aprovação da redução da jornada de trabalho, também ajudaram o presidente.

A consultoria afirma que os escândalos de corrupção que dominaram o noticiário no primeiro turno, entre eles o que envolveu o Supremo Tribunal Federal, perderam força. Com isso, as vantagens de quem disputa no cargo voltaram a pesar.

Como os eleitores mostram pouca identificação com os dois candidatos, a campanha tem mais espaço para mudar votos. Quase 17% decidiram o voto nos dias anteriores ao primeiro turno.

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A Eurasia, no entanto, vê fatores que mantêm Flávio como favorito. A consultoria compara o cenário com o de 2022, quando Jair Bolsonaro reduziu a distância para Lula, mas teria precisado de mais uma ou duas semanas de campanha para vencer.

O desejo de mudança e o sentimento de estagnação entre eleitores da classe média também jogam contra o presidente. A Eurasia vê ainda como improvável um aumento de comparecimento concentrado entre os apoiadores de Lula.

O debate desta sexta-feira (23), na TV Globo, pode ser decisivo, de acordo com o relatório. A consultoria avalia que Flávio errou no primeiro encontro ao adotar um tom agressivo contra Lula, mas tende corrigir a postura. “Lula precisa de uma vitória clara; Flávio só precisa segurar sua posição”, afirma a Eurasia.

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