Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
“Não há carta na manga nem mágica que vai transformar o resultado da noite para o dia.” Essa frase tem sido uma espécie de mantra reiterado pelo CEO da Dasa, Lício Cintra, a interlocutores ao explicar o que se deve esperar do processo de recuperação de um dos maiores grupos de saúde do país.
Mas isso não significa que, em dado momento, a evolução não será mais perceptível do que em outros. Esse parece ter sido o caso no segundo trimestre, cujos resultados divulgados na noite de quarta-feira (14) mostraram uma empresa que cresceu na ordem de dois dígitos, reduziu custos e atingiu pela primeira vez em três anos uma geração de caixa operacional suficiente para estabilizar a dívida.
“O trimestre trouxe boas notícias relacionadas ao que desenhamos no fim do ano passado de busca de excelência operacional em várias frentes, que consiste basicamente em fazer mais com menos, com revisão de processos e padronização de materiais e medicamentos, entre outras iniciativas. Foi uma combinação de fatores”, disse o CEO da Dasa em entrevista à Bloomberg Línea.
O resultado financeiro, combinado com a capitalização de R$ 1,5 bilhão da família Bueno, acionista controlador, concretizada no fim do trimestre, “nos dá uma tranquilidade maior para o futuro porque representa pagamentos menores de juros da dívida para os eventos subsequentes”, disse o executivo.
⇒ Leia mais: Sem bala de prata, foco é o longo prazo, diz CEO da Dasa. Mas resultados já aparecem

No radar dos mercados
Uma série de dados mostrando a resiliência da economia dos Estados Unidos colocou as ações de Wall Street a caminho de sua semana mais forte do ano.
📊 Apetite por risco. O recente selloff não abalou o apetite dos investidores por ações dos EUA, que registraram a 7ª semana consecutiva de entradas, segundo o Bank of America. Cerca de US$ 5,5 bi foram para fundos de ações dos EUA na semana até o dia 14, enquanto as ações globais atraíram US$ 11,5 bi.
⛏️ Commodities. O minério de ferro caminha para uma forte queda semanal, atingindo o nível mais baixo desde 2022, devido à preocupação de que um aumento da crise na indústria siderúrgica da China reduza a demanda, enquanto o fornecimento das mineradoras permanece robusto.
📈 Emergentes. O índice MSCI de ações de mercados emergentes subiu até 1,6% hoje, ampliando seus ganhos semanais para 2,8% e a caminho do maior aumento desde abril. As ações foram impulsionadas por empresas de tech na Ásia, após dados aumentarem o otimismo de que os EUA conseguirão evitar uma recessão.
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🔘 As bolsas ontem (15/08): Dow Jones Industrials (+1,39%), S&P 500 (+1,61%), Nasdaq Composite (+2,32%), Stoxx 600 (+1,15%), Ibovespa (+0,63%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
• Fundador da Ambipar se torna novo bilionário após rali de 930% em 3 meses
• Americanas revela perdas de R$ 17 bi e ação vai a nove centavos com fim do lockup
• Vale, Rio Tinto e BHP: como a fraqueza da China deve impactar o preço do minério
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• Para não ficar de fora: Deere mantém projeção de lucro apesar de queda da demanda por máquinas
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