Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
Com uma espada tradicional japonesa (kataná), típica dos antigos samurais, Eduardo L’Hotellier encarnava a imagem do líder de uma startup de sucesso, então avaliada em R$ 1 bilhão, na estreia da GetNinjas no pregão da B3, no dia 14 de maio de 2021, no meio da pandemia.
Era o auge de um negócio iniciado uma década antes, em 2011, quando fundou aos 26 anos um site para a contratação de serviços. Inicialmente batizado de Cidade dos Bicos, em referência à gíria para trabalho temporário, ele se propunha a conectar clientes a profissionais, de encanadores a diaristas.
Na última semana, o empreendedor, agora com 39 anos, cortou os laços com a plataforma ao decidir vender integralmente sua participação acionária de 24,59% por estimados R$ 62,5 milhões, depois de perder o controle da companhia para a gestora Reag Investimentos, de João Carlos Mansur.
“São várias lições [à frente da GetNinjas], talvez um dia escreva todas em uma livro. Mais recentemente aprendi a lição de estar mais atento a eventos de cauda”, afirmou à Bloomberg Línea.
⇒ Leia mais: Ele levou sua startup à bolsa, perdeu o controle e vendeu tudo. E conta a lição
No radar dos mercados
A sessão de hoje será dominada pelos resultados financeiros das empresas. Após o encerramento dos mercados ontem, Meta e Amazon reportaram lucros acima das expectativas, impulsionando o valor de suas ações em US$ 270 bilhões. Esse movimento de compra ressalta as estratégias de redução de custos implementadas ao longo dos últimos 16 meses no setor tecnológico.
🆙 Uns sobem... A Meta, que demitiu 22% de seus funcionários em 2023, surpreendeu com o anúncio do primeiro dividendo de sua história e o aumento de seu plano de recompra de ações em US$ 50 bilhões. Suas ações disparavam mais de +16% no pré-mercado. A Amazon, cuja rodada de cortes de empregos afetou cerca de 35.000 pessoas no ano passado, também superou as previsões dos analistas e cumpriu o guidance para o 1T24. Antes da abertura das bolsas, seus papéis avançavam mais de +6,5%.
📉 Outros baixam. Os últimos resultados trimestrais da Apple, no entanto, provocaram entre os investidores o receio de que a empresa esteja perdendo influência na China, um mercado que gera cerca de um quinto de suas vendas. A receita da região caiu 13% no último trimestre, marcando o pior declínio desde a temporada de férias de 2018. Esta queda ofuscou os resultados fortes do balanço, que incluíram o primeiro crescimento geral de vendas da Apple em um ano. As ações seguiam em queda hoje, superior aos -2%.
👷♀️ Hoje tem payroll. A folha de pagamento dos EUA deve indicar uma desaceleração no ritmo de contratações em 2023, com 160.000 novas vagas em janeiro, segundo a Bloomberg Economics. O mercado de trabalho apresenta sinais de arrefecimento diante de juros altos, mas os pedidos de seguro-desemprego continuam historicamente baixos. Ao manter os juros estáveis, o presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou um mercado ainda “forte”.
🛡️ Blindagem do luxo. A Mercedes-Benz superou as expectativas com um fluxo de caixa anual de €11,3 bilhões, impulsionando suas ações em mais de 3% esta manhã.
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🔘 As bolsas ontem (1º/02): Dow Jones Industrials (+0,97%), S&P 500 (+1,25%), Nasdaq Composite (+1,30%), Stoxx 600 (-0,37%), Ibovespa (+0,45%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
• Dasa avalia alternativas como venda de fatia ou controle, segundo fontes
• Lucro da Apple supera o esperado, mas vendas na China decepcionam analistas
• Soja brasileira atrai encomenda inesperada dos EUA com preços mais competitivos
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