Primeiro pregão de Wall Street de 2023 e 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais temas que vão ditar o sentimento dos mercados nesta terça-feira (3)

Inicia el segundo semestre del año
03 de Janeiro, 2023 | 08:30 AM

Bloomberg Línea — O ano começa oficialmente para os mercados da Ásia e dos Estados Unidos nesta terça-feira (3), após o feriado de Ano Novo que deixou os índices inoperantes ontem (2).

No Brasil, cresce a preocupação com o risco fiscal do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Na China, o PMI Caixin veio ligeiramente acima do esperado, acalmando um pouco os investidores. Enquanto isso, na Europa a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Cristina Lagarde, afirmou que os juros continuarão subindo.

Hoje também é divulgado o PMI Industrial norte-americano referente a dezembro de 2022.

Confira as notícias que devem movimentar os mercados nesta terça-feira (3):

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1. Primeiro pregão do ano

Após ficarem fechadas na segunda-feira (2), as bolsas dos EUA são reabertas nesta terça e devem ditar o ritmo dos mercados internacionais.

Na sexta-feira (30), último pregão de 2022, as ações dos EUA caíram, fechando o pior ano desde a crise de 2008 para ações e títulos globais, e frustrando as expectativas de um rali de final de ano.

2. Risco fiscal

No Brasil, os investidores monitoram os planos reafirmados do presidente Lula (PT) de usar empresas estatais para impulsionar o crescimento econômico, bem como de aumento dos gastos públicos. Ontem, o Ibovespa (IBOV) fechou o dia em queda de 3,06%, na casa dos 106 mil pontos.

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O destaque negativo foi a forte queda das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que recuaram 6,67% (ON), a R$ 26,17, e 6,45% (PN), a R$ 22,92, respectivamente, depois que o governo Lula (PT) prorrogou a isenção de impostos para combustíveis por 60 dias e sinalizou uma mudança na política de preços da estatal.

3. Mercados

Na China, o índice de gerentes de compras (PMI) de Caixin de manufatura da China veio marginalmente acima do que o esperado em dezembro, segundo a Ativa Investimentos. A expectativa era de queda para o índice, de 49,4 pontos para 48,8 pontos, mas a desaceleração foi menor, levando o índice para 49,0 pontos — os dados foram divulgados um dia após a publicação do PMI Industrial, que decepcionou.

O índice de Xangai fechou o pregão de segunda (2) em alta de 0,88%, enquanto o Hang Seng subiu 1,84%.

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Nos EUA, os índices futuros operavam em alta por volta das 8h30 (horário de Brasília) à espera do PMI Industrial de dezembro (divulgado às 11h45). O índice Nasdaq subia 0,97%, S&P subia 0,82% e Dow Jones subia 0,74%.

Na Europa, Lagarde afirmou que continuará a subir a taxa de juros para conter a inflação. Por lá, o índice Stoxx 600 operava em alta de 1,56% e o Dax, da Alemanha, tinha alta de 1,18%.

4. Manchetes do dia

Estadão: Generais criticam Bolsonaro e se posicionam na disputa para liderar eleitores de oposição

Folha de S. Paulo: Ministros assumem, repetem Lula e focam críticas a herança de Bolsonaro

O Globo: Para reverter ações de Bolsonaro, Lula bate recorde de atos logo na largada do governo

Valor Econômico: Instituições financeiras recomendam ações mais defensivas para investimento

5. Agenda

Em um dia de agenda esvaziada, o destaque recai sobre a divulgação do PMI Industrial dos EUA, às 11h45 (horário de Brasília).

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