Metaverso na mira do mercado

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O colapso da exchange FTX representou novo revés para o mercado de criptoativos, inclusive no Brasil, e deve gerar mudança no comportamento de investidores, mas isso não mudou os planos do BTG Pactual para o segmento. É o que afirmou André Portilho, head de Digital Assets do BTG, em entrevista à Bloomberg Línea.

“Nosso objetivo principal é trazer as temáticas importantes para a plataforma [Mynt, lançada em agosto], ou seja, os temas e as subindústrias que acreditamos que a tecnologia de cripto vai impactar. DeFi é uma, Web3 é outra. Não adianta listar cem moedas que sejam lixo e não significam nada. O real impacto não estará representado na plataforma”, afirmou o executivo sobre a estratégia do banco.

Outra aposta do banco de investimento é o metaverso, com a atenção voltada para os ativos negociados e para as principais redes de infraestrutura em expansão que viabilizam o novo ambiente digital. Em dezembro, duas novas criptos começaram a ser oferecidas na plataforma de ativos digitais do BTG Pactual: a SAND e a MANA, ambas como moedas que são utilizadas em diferentes metaversos.

O executivo do BTG Pactual disse que o mercado parece já ter absorvido o impacto negativo da quebra da FTX e que deve engatar uma fase em que investidores devem priorizar intermediadores de negócios que ofereçam mais garantias de segurança e atendimento humanizado.

Leia a matéria completa: De ativos do metaverso ao colapso da FTX: a visão do BTG para crescer em cripto

No Radar

Os investidores estão mais céticos sobre um rali de fim de ano e tentam equilibrar o apetite por barganhas com a cautela sobre a economia. A China, que antes gerava preocupações por seus controles contra a covid e o risco de recessão, agora desperta temores de um efeito inflacionário na economia global com sua reabertura e uma possível extensão ciclo de aperto monetário.

🚘 Em marcha ré. As ações da Tesla tombaram 11% ontem por preocupações com a demanda e acumulam uma perda de quase 70% neste ano. Notícias sobre planos da montadora de interromper a produção na China se somaram à percepção negativa do esforço promocional de vendas neste fim de ano. Em meio à queda anual meteórica, a Tesla atrai US$ 2,8 bilhões de investidores sul-coreanos.

🛢️ Rússia reage a teto. O Kremlin proibiu, a partir de 1 de fevereiro, a exportação de petróleo e produtos refinados a compradores estrangeiros que adotem o teto de preços estabelecido pela União Europeia e G-7, de US$ 60 por barril. A restrição é mais suave do que se previa e os contratos de WTI recuam pouco hoje, negociados a cerca de US$ 79.

😷 Novas barreiras? Após as restrições anunciadas no Japão, outros países como Malásia e Índia aumentaram a vigilância de viajantes vindos da China devido ao surto de covid gerado pelo fim dos controles e de notificações de casos. Os Estados Unidos estariam discutindo adoção de medida similar, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.

🟢 As bolsas ontem (27/12): Dow Jones Industrials (+0,11%%), S&P 500 (-0,40%), Nasdaq Composite (-1,38%), Stoxx 600 (+0,05%), Ibovespa (-0,15%)

O retorno das bolsas norte-americanas após o feriado de Natal foi afetado por perdas das ações da Tesla e da Apple, em meio ao impacto dos lockdowns na China, que somente agora reabre sua economia, sobre a demanda por carros e a oferta de iPhones.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Índice Redbook, Pedidos de Hipotecas, Vendas pendentes de Moradias, Índice de Manufatura Fed Rishmond/Dez, Estoque de Petróleo Bruto

• América Latina: Brasil (Índice CAGED de Evolução do Emprego/Nov); México (Taxa de Desemprego/Nov)

• Bancos centrais: Ata de política monetária do BoJ

📌 Para a semana:

Quinta-feira: EUA (Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego); Zona do Euro (Empréstimos ao Setor Privado); Brasil (IGP-M/Dez); BCE publica boletim econômico

Sexta-feira: Feriado (Brasil, Reino Unido, Austrália); Espanha (IPC/Dez)

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