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Metaverso começa a atrair instituições financeiras

Ao menos dois bancos - JPMorgan e Banco do Brasil - construíram um espaço dentro do ambiente virtual que tem ganhado destaque na economia digital

Produtos, serviços e finanças descentralizadas devem ganhar espaço no universo do metaverso
Tempo de leitura: 2 minutos

Por Matheus Mans para Mercado Bitcoin

São Paulo - Enquanto no mundo real muitos bancos têm reduzido o número de agências físicas, no virtual há um movimento contrário, com algumas instituições construindo um espaço no metaverso.

Ao menos duas dessas instituições já anunciaram a entrada nesse universo: o brasileiro Banco do Brasil e o americano JPMorgan. Ambos compraram terrenos no metaverso.

A chegada do Banco do Brasil nesse meio virtual vem com a cara de game. O usuário pode abrir uma conta para seu personagem e receber benefícios. Também pode trabalhar para o banco, abastecendo caixas eletrônicos ou dirigindo um carro-forte, à semelhança da vida real.

Isso é possível porque o espaço virtual imita a sede da instituição, em Brasília. Há, ainda, a possibilidade de se fazer um tour pelo prédio histórico do Centro Cultural Banco do Brasil localizado no no Rio de Janeiro. Uma maneira de interagir com clientes. Mas o destaque são os fundos de investimento com pegada sustentável que o banco vai oferecer ali.

“Atuar no mundo virtual oferecendo produtos, serviços e experiências é uma forma de estar próximo do público jovem, algo desejado pelo banco. No universo de games o objetivo também sempre foi estar onde nossa comunidade está”, informou o BB por meio de nota. Neste momento, a instituição não fala de novas experiências no metaverso.

A aposta do JPMorgan

O JPMorgan também começa lentamente no espaço digital. Na agência virtual, a recepção ao visitante é feita por um tigre e um retrato de Jamie Dimon, CEO da instituição. Subindo as escadas, é possível assistir à apresentação de um executivo sobre a economia da criptomoeda.

“Estamos agora em um ponto de inflexão, onde parece que não passa um dia sem que uma empresa ou celebridade anuncie que está construindo uma presença em um universo virtual”, diz o JPMorgan, em relatório. “A economia de propriedade democrática, juntamente com a possibilidade de interoperabilidade, pode abrir oportunidades econômicas, pelas quais bens e serviços digitais não são mais cativos de uma plataforma ou marca de jogo”.

Segundo o banco americano, os serviços devem ganhar espaço, assim como as finanças descentralizadas (DeFi) no metaverso. “Com o tempo, o setor imobiliário virtual também poderá começar a ver serviços semelhantes ao do mundo físico, incluindo crédito, hipotecas e contratos de aluguel”, destaca em relatório.

Para alguns especialistas do mercado financeiro, o desenvolvimento desse espaço para os bancos passa pela evolução do mercado como um todo. Mas, destacam, esse primeiro movimento é importante.

“Estamos falando de ocupar espaços virtuais com uma experiência de imersão diferenciada, misturando realidade virtual e realidade aumentada. Mas ainda não chegamos aí. Dependerá de muito investimento em pesquisas para produzir hardware e software capazes de realizar as coisas que estamos visualizando”, diz Fabio Lopes, professor da Faculdade de Computação e Informática, Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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