A explosão dos spreads nos mercados globais de crédito traz o antigo normal de volta: um mercado onde junk bonds são precificados de acordo com seu risco de crédito — não de acordo com o tamanho dos estímulos dos bancos centrais nem com o apetite dos investidores por rendimento.
O rendimento médio dos títulos de alto risco em todo o mundo aumentou todas as semanas deste ano e chegou a 5,8% na quinta-feira, segundo um índice da Bloomberg.
Embora seja o maior desde novembro de 2020, esse rendimento médio ainda é menor do que a média de 10 anos (medida até o final de 2019; a movimentação de 2020 foi excluída por causa das distorções que causou em quase todas as classes de ativos).
Analistas usam o fato de os custos dos empréstimos de alto risco ainda estarem abaixo da média histórica para argumentar que o mercado está favorável aos emissores. Mas se as oscilações recentes se tornarem o padrão, esse entendimento não se mantém por muito tempo.
O rendimento médio, que saltou quase 1 ponto percentual desde o começo do ano, está 0,85 ponto percentual abaixo da taxa média observada para os junk bonds entre janeiro de 2010 e dezembro de 2019.
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