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Tech

Plug levanta US$ 2,7 mi e simplifica processamento de pagamentos

Empresa do Rio de Janeiro agiliza processamento de pagamentos reduzindo prazo de meses para dias

A Plug permite que comerciantes se integrem com até 11 "conexões" por meio de uma única API
Por Marcella McCarthy (Brasil)
17 de Novembro, 2021 | 09:00 am
Tempo de leitura: 4 minutos

Miami — Para o comércio eletrônico, a recusa de uma transação por cartão de crédito provavelmente significa uma venda perdida. Isso ocorre porque 62% dos clientes cujos cartões são recusados não repetem a operação nem tentam utilizar outro cartão. E no Brasil, segundo a Plug, nova startup com sede no Rio de Janeiro que facilita para as empresas o processo de se integrarem com vários provedores de pagamento muito rapidamente, cerca de 15% das transações on-line são recusadas por vários motivos.

“O Brasil tem a pior taxa de aceitação da América Latina, o que custa à indústria US$ 15 bilhões em vendas perdidas”, disse Alex Vilhena, CEO e cofundador da Plug.

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A verdade é que as empresas precisam tornar o processo de checkout o mais simples possível. Embora o processo precise ser tranquilo para o cliente, um dos grandes problemas ainda é configurar tudo e garantir que a tecnologia funcione o tempo todo.

Para um negócio on-line aceitar o pagamento, ele precisa se conectar aos provedores de pagamento; este é um processo caro porque um desenvolvedor pode levar meses para fazê-lo. E mesmo os melhores processadores de pagamento não funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, basta analisar o apagão de 2 horas que a Stripe teve há alguns anos. Se sua empresa estava integrada apenas ao Stripe, seu checkout também ficou inativo por duas horas.

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“Mas a conexão com vários provedores de pagamento é uma grande necessidade para qualquer negócio on-line”, afirmou Vilhena. A Plug pretende resolver isso e anunciou a conclusão de uma rodada de investimento semente de US$ 2,7 milhões. A Plug, que fez parte do lote Summer 21 da Y Combinator, atualmente permite que os clientes se conectem com até 11 “adquirentes”, que incluem vários processadores de pagamento, a capacidade de aceitar métodos de pagamento locais como Pix e boleto, proteção contra fraude e conciliação. Isso tudo é possível por meio de uma simples Interface de programação de aplicações (API).

“Criamos um sistema de roteamento, então, se um processador de pagamento não funcionar, outro pegará a transação”, disse Vilhena à Bloomberg Línea.

Marcel Nicolay, Alex Vilhena e Thiago Garuti, cofundadores da Plugdfd

As empresas também podem optar por ter vários provedores de pagamento por motivos adicionais. Por exemplo, na América Latina, a Stripe não aceita American Express, mas a Cielo, grande provedora de pagamentos brasileira, aceita. Como resultado, segundo Vilhena, alguns de seus clientes precisam se integrar tanto à Stripe quanto à Cielo.

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“[A conexão] demora muito, não funciona direito, e você tem que refazer a operação várias vezes”, afirmou Vilhena.

A conexão com um adquirente é um negócio recorrente por alguns motivos. Primeiramente, assim como smartphones, muitas vezes há atualizações na tecnologia e, ao contrário de um smartphone, elas não são automáticas; é algo que deve ser feito uma vez por ano, segundo Vilhena. Além disso, para empresas com altos volumes de pagamentos, a estrutura de tarifas de um provedor de pagamento pode realmente afetar o lucro líquido.

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“Outro motivo pelo qual as empresas migram anualmente para outros provedores é porque um pode oferecer taxas melhores neste ano, mas no próximo, outro provedor pode oferecer mais funcionalidades”, disse Vilhena.

A Plug permite a troca quase instantânea de provedores de pagamentos. “Ainda não funciona como autoatendimento”, afirmou Vilhena, embora seja algo em que a empresa esteja trabalhando.

A conexão com a própria Plug pode variar de apenas alguns dias a algumas semanas, disse Vilhena, citando que um de seus clientes estava funcionando em apenas dois dias – período extremamente curto no mundo do processamento de pagamentos.

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Histórico

A Plug foi lançada em maio de 2021 e é cria de Vilhena, Thiago Garuti e Marcel Nicolay – três cariocas com experiência no setor. Vilhena, que já trabalhou na Braintree (grande provedora de pagamentos) na Europa, costumava ouvir reclamações de Nicolay, seu cliente, de que o processo de integração demorava muito.

“Ele costumava reclamar para mim: ‘estou nesta empresa há três anos e esta é a sétima integração que faço’”, disse.

Os dois recrutaram Garuti e decidiram abrir uma empresa que resolvesse esse problema. Atualmente, Nicolay é CTO e Garuti é COO.

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Ainda na sua infância, a empresa tem mais de 20 clientes, muitos dos quais facilitam os pagamentos para muitas centenas (senão milhares) de pequenas empresas.

A Plug possui 13 funcionários em tempo integral, e uma das coisas que a startup fará com o dinheiro dessa rodada é ampliar a equipe. Até o momento, a empresa levantou pouco mais de US$ 3 milhões. A rodada foi liderada por Costanoa, com a participação da QED, Verve Capital, Latitud e Norte Ventures.

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Marcella McCarthy

Marcella McCarthy (Brasil)

Jornalista americana/brasileira especializada em tech e startups com mestrado em jornalismo pela Medill School na Northwestern University. Cobriu America Latina, Healthtech e Miami para o TechCrunch e foi fundadora e CEO de um startup Americano na área de EdTech. Baseada em Miami.

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