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Lucro do Banco PAN, do BTG Pactual, recua 5% em 3 meses

Companhia teve redução no financiamento de veículos, no crédito consignado e aumento de inadimplência

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São Paulo — Controlado pelo BTG Pactual, o Banco PAN viu seu lucro encolher 5% no terceiro trimestre em relação ao segundo, registrando redução nas novas operações de crédito consignado, de financiamentos de veículos, além de aumento de indicador de inadimplência e nas despesas com provisões de créditos, no ambiente de aperto monetário patrocinado pelo Banco Central para conter a inflação, o que tende a desencorajar a tomada de empréstimos.

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De julho a setembro, a instituição financeira, cuja plataforma de crédito e serviços financeiros está focada nas classes c, D e E, lucrou R$ 191 milhões, uma queda de 5% em relação ao lucro de R$ 202 milhões do segundo trimestre. Na comparação com igual período do ano passado (R$ 170 milhões), houve, no entanto, um crescimento de 12%.

As operações de crédito consignado somaram R$ 3,101 bilhões no terceiro trimestre, volume abaixo do contabilizado no segundo trimestre (R$ 4,660 bilhões) e no terceiro trimestre de 2020 (R$ 3,615 bilhões).

Financiamentos de veículos originaram R$ 2,325 bilhões, redução de 8% frente ao segundo trimestre (R$ 2,514 bilhões), mas uma alta de 36% na comparação anual (R$ 3,615 bilhões). O segmento é importante para o PAN, que realizou no terceiro trimestre a aquisição da Mobiauto, plataforma digital para comercialização de veículos.

Os novos financiamentos de veículos leves e motos recuaram 7%, atingindo R$ 2,331 bilhões, em relação ao segundo trimestre (R$ 2,514 bilhões), mas um aumento de 70% na base anual (R$ 1,169 bilhão).

O indicador de inadimplência, acima de 90 dias, passou de 5,4% para 5,8% em 12 meses. A despesa de provisão de créditos somou R$ 378 milhões, frente aos R$ 285 milhões no segundo trimestre deste ano e aos R$ 300 milhões no terceiro trimestre do ano passado. Em relação à carteira, as despesas de recuperação de crédito passaram de 3,6% para 4,6% em 12 meses.

Crescimento em 9 meses

Ao divulgar os dados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o banco destacou três fatores que contribuíram positivamente para apresentar lucro nos últimos trimestres: a margem financeira robusta, o custo de crédito sob controle e receitas crescentes de prestação de serviços.

Nos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido somou R$ 584 milhões, crescimento de 20,5% no comparativo com os nove meses do ano anterior. O ROE dos 9M21 foi de 14,1%, e índice de basileia ao final de setembro foi de 15,3%.

O PAN também chegou a 15,2 milhões de clientes no terceiro trimestre, aumento de 136% em 12 meses. Além disso, o lançamento de novos produtos contribuiu para a ampliação do engajamento, levando os clientes ativos para 52% da base, segundo o banco.

Nesse trimestre, o PAN lançou a antecipação, via aplicativo, do saque aniversário do FGTS, que atingiu R$ 1,5 bilhão de carteira em setembro. Outras novidades no app incluem a contratação da maquininha TurboPAN, consignado e car equity. A carteira de crédito total do banco avançou para R$ 33,3 bilhões, crescendo 31% em 12 meses. O banco diz que 90% da carteira de crédito apresenta garantias.

“Estamos muito satisfeitos com o resultado do trimestre. Tivemos uma média diária de 52 mil novos clientes, aumento do nosso engajamento, maior diversificação de receitas e lançamentos de novos produtos e serviços. Isso reforça o nosso compromisso de oferecer uma plataforma digital completa, com soluções que atendam às necessidades dos brasileiros”, afirma Carlos Eduardo Guimarães, CEO do PAN, em comunicado.

Em outubro, o PAN anunciou a incorporação de ações da Mosaico para criar uma plataforma de banking e e-commerce. “As operações da Mosaico e Mobiauto, além de serem importantes para a ampliação do nosso negócio, trazem também um time de alta performance com skills complementares”, diz.

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Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.