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Mercados

Bolsa de Paris sobe com luxo e tem 1º recorde desde a bolha da internet

A LVMH, dona das marcas Louis Vuitton e Moet, a Hermes e a Kering, proprietária da Gucci, respondem por quase um quarto do peso combinado do CAC 40

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O índice de referência CAC 40 da França registrou seu primeiro fechamento recorde desde a era pontocom, ajudado pela crescente demanda por bens de luxo e uma recuperação nas ações de energia e de bancos.

O CAC 40 subiu 0,5% para 6.927,03 no fechamento em Paris nesta terça-feira, ultrapassando o pico estabelecido em setembro de 2000. As ações de luxo de empresas com LVMH, Hermes International e Kering SA respondem por cerca de um quarto do avanço de 25% do CAC em 2021, enquanto uma alta nos preços do petróleo impulsionou o setor de energia, representado pela TotalEnergies SE, tornando-se o segundo que mais contribuiu depois da LVMH.

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As ações de bancos, como BNP Paribas SA e Societe Generale SA, bem como a fabricante de cosméticos L’Oreal SA e a empresa de equipamentos elétricos Schneider Electric SE, também tiveram alta este ano.

O renascimento do CAC demorou muito para chegar. O benchmarks teve um dos melhores desempenhos entre os principais índices da Europa Ocidental este ano, mas demorou mais do que os índices alemão e suíço para retomar seu recorde. O Índice Stoxx Europe 600, mais amplo, também atingiu um recorde histórico este ano.

A dinâmica parece boa e o CAC 40 deve subir um pouco mais, junto com outros índices de ações, à medida que os problemas da cadeia de suprimentos diminuem, disse Martin Moeller, codiretor da Swiss & Global Portfolio Management do UBS em Genebra.

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“Somos otimistas para o próximo ano”, diz ele. “A França oferece algumas empresas com bom retorno de fluxo de caixa sobre o investimento, do qual gostamos, e se beneficiará à medida que as empresas investirem em cadeias de suprimentos mais diversificadas, ajudando no crescimento do PIB.”

Entre as ações do CAC 40, as da Hermes, mais conhecidas por suas bolsas Birkin e Kelly, as da gigante dos óculos EssilorLuxottica SA e as da fabricante de destilados Pernod Ricard SA atingiram novos recordes hoje.

Se a recuperação das ações francesas ainda vai mais longe, depende em parte da indústria de luxo. A LVMH, dona das marcas Louis Vuitton e Moet, a Hermes e a Kering, proprietária da Gucci, respondem por quase um quarto do peso combinado do CAC.

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As estimativas de lucros dos analistas para empresas de luxo estão subindo mais uma vez, após um “hiato temporário” neste verão, tornando as ações mais baratas, embora tenham atingido recordes, de acordo com Swetha Ramachandran, que administra o Luxury Brands Equity Fund da GAM. A lucratividade do setor é melhor do que antes da pandemia, com “intenções positivas de gastos entre os consumidores em regiões-chave antes da temporada de férias”, por exemplo, a China, disse ela.

As preocupações com a cadeia de suprimentos também são “menos um problema para as empresas de luxo europeias do que outras, devido à relativa simplicidade de fornecimento e fabricação principalmente na França e na Itália”, acrescenta Ramachandran.

As ações francesas permanecerão em foco nos próximos meses, enquanto o presidente Emmanuel Macron busca a reeleição em abril do próximo ano.

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O próximo marco para o CAC é a marca de 7.000 pontos - representando um ganho adicional de cerca de 1,1% - que pode ser atingido até o final do ano, prevê Alexandre Baradez, analista-chefe de mercado da IG France. Ele vê o benchmark se beneficiando ainda mais da demanda por ações cíclicas na recuperação da pandemia.

--Com assistência de Michael Msika.

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