Estilo de vida

Vendas da LVMH disparam após compradores focarem em bolsas de luxo

Louis Vuitton já começa a sentir os efeitos da reabertura econômica, apresentando o melhor primeiro trimestre de sua história

Empresa apresenta resultados satisfatórios no primeiro semestre, aproveitando embalo da reabertura econômica
Por Angelina Rascouet
27 de Julho, 2021 | 02:10 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — As vendas de bolsas da Louis Vuitton e o abrandamento de lockdowns em todo o mundo ajudaram o faturamento a aumentar na LVMH. Em um ótimo semestre para a detentora de algumas das marcas de luxo mais conhecidas do mundo, as chamadas vendas comparáveis aumentaram 84% nos três meses até junho, acima das expectativas dos analistas.

Boa parte dos ganhos foi motivada pela demanda por artigos de moda e couro, principalmente da Louis Vuitton, Christian Dior, Fendi, Loewe e Celine, afirmou a empresa em comunicado. A receita orgânica na divisão aumentou 120% no segundo trimestre em comparação ao ano anterior e 40% em comparação ao mesmo período em 2019.

A LVMH foi beneficiada pela base baixa de comparação com 2020, pois muitas lojas continuaram fechadas no último ano devido à pandemia.

Este é o “semestre mais sólido” da história da LVMH e provavelmente desencadeará upgrades nos lucros da empresa vista como o termômetro da indústria de bens de luxo, afirmou Luca Solca, analista da Sanford C. Bernstein, em nota aos clientes.

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A LVMH esteve ativa nesse período, apresentando uma coleção de Christian Dior em um evento em Atenas, com a participação de celebridades, como Catherine Deneuve e a estrela de O Gambito da Rainha, Anya Taylor-Joy. A empresa também lançou um novo espumante e reabriu a La Samaritaine, loja de departamentos localizada na margem direita de Paris – outro nome para a região norte da cidade – fechada há mais de 15 anos.

O lucro das operações recorrentes foi de 7,63 bilhões de euros no primeiro semestre. Os analistas esperavam 6,62 bilhões de euros.

Analisando mais à frente, a Dior está se preparando para reabrir sua loja, localizada na Avenue Montaigne, nº 30, em Paris, no segundo semestre, disse o diretor de comunicações financeiras da LVMH, Chris Hollis, durante uma ligação com os analistas. Hollis também afirmou que a Tiffany deve lançar uma nova coleção de joias de ouro após um “excelente” primeiro semestre”, aproveitando o “ímpeto especialmente forte” na Ásia e nos EUA.

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