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Mercados

Ibovespa desaba em dia tenso com Nasdaq, petróleo e Treasuries

Questões monetárias e temores sobre crise energética impactam movimentações nos principais mercados globais

Mercados têm dia de fortes perdas
28 de Setembro, 2021 | 02:41 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

São Paulo — O Ibovespa registra forte queda na tarde desta terça-feira (28) em linha com o cenário desafiador na cena externa com forte baixa de ações de tecnologia na Nasdaq, alta das taxas dos Treasuries e dos preços do petróleo. Investidores estão preocupados com sinalizações sobre a inflação e estímulos nos Estados Unidos, além de riscos energéticos no globo. Na cena local, a questão inflacionária também pesa, após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) pela manhã.

  • A bolsa opera na casa dos 110.000 pontos, em linha com os principais índices de Nova York, que também registram quedas de mais de 2% com principalmente as perdas em ações de tecnologia, influenciadas pelo aumento do rendimentos dos Treasuries, conforme crescem as expectativas de retirada mais cedo dos estímulos monetários. Apesar das perdas, ações da Petrobras (PETR4) sobem com o noticiário interno, mas não o suficiente para rever a tendência do índice.
  • O dólar também é impactado pelo clima adverso, ficando acima dos R$ 5,40. As taxas do DI também sobem, de olho no Fed e digerindo a ata do Copom.

Divulgada pela manhã, a ata do Copom reforçou a indicação de manutenção do ritmo de alta dos juros, enquanto sinalizou que o aumento da magnitude do ciclo de aperto para patamar “significativamente contracionista” é apropriado para convergência da inflação à meta em 2022 e 2023. Entretanto, o documento dividiu analistas, que agora trabalham com projeções para Selic que vão de 8,5% a 10%.

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Na cena corporativa e política, as ações da Petrobras são beneficiadas, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que o Brasil planeja privatizar a petroleira dentro de uma década, como parte de um esforço mais amplo para tornar o país mais competitivo. Além disso, a companhia anunciou reajuste no preço do diesel em suas refinarias após 85 dias.

Já no exterior, a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, alertou que seu departamento ficará sem dinheiro por volta de 18 de outubro, a menos que uma ação legislativa seja tomada para suspender ou aumentar o teto da dívida federal americana.

Outro temor é com a crise energética global, que agrava a busca por proteção, entre desabastecimento de combustíveis no Reino Unido e problemas com a safra brasileira por conta do clima. Temperaturas mais baixas do que o normal no inverno no hemisfério norte podem deixar a Europa quase sem gás natural armazenado, enquanto também compete por suprimentos com a Ásia, segundo a BloombergNEF.

Mercado agora

  • Câmbio: Perto das 14h15, o dólar operava em alta de 0,83% a R$ 5,43
  • Bolsa: O Ibovespa caía 2,56%, a 110.680 pontos
    • Lideravam as altas percentuais Minerva (BEEF3), BB Seguridade (BBSE3) e Petrobras (PETR4). As ações do Banco Inter (BIDI11), Méliuz (CASH3) e NotreDame Intermedica (GNDI3) eram destaques negativos
  • Destaques da bolsa: A Enauta interrompeu a produção do Campo de Manati, localizado nas águas rasas da Bacia de Camamu, no litoral da Bahia, após um vazamento de gás, informou a companhia, nesta terça-feira (28). Este é um dos principais campos fornecedores de gás da região Nordeste.
  • Juros: O DI com vencimento para janeiro próximo subia de 7,155% para 7,19%, enquanto a taxa para janeiro de 2027 ia de 10,58% para 10,71%
  • Exterior: Em Nova York, o Dow Jones caía 1,50%, o S&P 500 caía 1,82% e o Nasdaq 2,52%
Igor Sodré

Igor Sodré

Jornalista com formação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, com experiência na cobertura de cultura e economia, tendo como foco mercado financeiro e companhias. Passou pela Bloomberg News e TradersClub.

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